O Japão lançou com sucesso a sonda MMX rumo a Phobos, lua de Marte, a bordo do foguete H3. Desenvolvida com parceiros internacionais, a missão pioneira visa coletar amostras do solo marciano e trazê-las à Terra em 2031. Com o apoio do rover franco-alemão IDEFIX, a sonda chegará à órbita marciana em 2027 para investigar a origem das luas e avaliar Phobos como uma base de apoio para futuras viagens espaciais humanas.
O Japão lançou com sucesso a sonda Martian Moons eXploration (MMX) com destino a Phobos, a maior das duas luas de Marte. Trata-se da primeira missão mundial com o objetivo de trazer à Terra amostras de rochas e solo do planeta vermelho.
Com uma configuração mais potente, o foguete H3 decolou às 4h41 desta terça-feira (20) (16h41 de Brasília, na segunda) do Centro Espacial de Tanegashima, no sudoeste do Japão.
Cerca de uma hora depois, a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (Jaxa) confirmou que a sonda havia se separado do foguete e entrado na órbita pretendida; os sinais iniciais recebidos indicaram seu correto funcionamento.
"O lançamento ocorreu com uma precisão excepcional", afirmou Makoto Arita, gerente de projeto do programa H3.
A premiê japonesa, Sanae Takaichi, também celebrou o início da missão no X.
"Espero que este empreendimento histórico seja bem-sucedido", escreveu ela.
O lançamento, inicialmente previsto para 2024, foi adiado após uma falha no voo inaugural do foguete H3, que agora foi equipado com dois motores e quatro propulsores auxiliares.
A sonda, que pesa pouco mais de 4,4 quilos e tem cerca de 5,3 metros de altura, deve chegar na órbita de Marte por volta de agosto de 2027.
Um veículo explorador franco-alemão chamado IDEFIX será o primeiro a percorrer a superfície de Phobos, auxiliando a garantir um pouso seguro. Em seguida, a própria sonda realizará duas descidas, durante as quais coletará pelo menos 10 gramas de material.
Após visitar Phobos, MMX observará Deimos, a outra lua marciana, antes de deixar a órbita do planeta em novembro de 2030 e liberar a cápsula que contém as amostras, cuja chegada à Terra está prevista para julho de 2031.
A missão, realizada em colaboração com agências espaciais dos Estados Unidos e da Europa, tem como objetivo esclarecer a origem das luas de Marte, seja por meio de um impacto gigantesco ou da captura de asteroides, além de preparar o terreno para uma futura exploração humana no planeta vermelho.
A sonda também investigará a possibilidade de utilizar Phobos como uma "estação espacial natural" para viagens de ida e volta a Marte.