Uma descoberta feita no Rio Grande do Sul pode ajudar cientistas a compreender um dos capítulos mais importantes da evolução dos vertebrados terrestres. Pesquisadores identificaram uma nova espécie de réptil que viveu há cerca de 240 milhões de anos e que pode representar uma peça-chave para entender como surgiram os ancestrais comuns dos dinossauros e dos crocodilos.
Batizado de Silescelida acristata, o animal foi encontrado em rochas do município de Dona Francisca, na região central do Rio Grande do Sul, área que integra o Geoparque Quarta Colônia, reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO. O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em parceria com a UFRGS e a PUCRS, e publicado na revista Scientific Reports.
Nem dinossauro, nem crocodilo
O pequeno réptil viveu durante o Triássico Médio, aproximadamente 12 milhões de anos após a maior extinção em massa da história da Terra, ocorrida no fim do período Permiano. Naquele momento, os ecossistemas ainda estavam se recuperando, enquanto novos grupos de animais começavam a ocupar os espaços deixados pelas espécies extintas.
Embora não fosse um dinossauro nem um crocodilo, o Silescelida acristata fazia parte dos arcossauriformes, grupo de répteis que deu origem aos arcossauros, linhagem que, milhões de anos depois, originaria crocodilos, dinossauros e, consequentemente, as aves.
Com porte semelhante ao de um pequeno jacaré, o animal possuía um corpo esguio e caminhava sobre quatro ...
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