Finais felizes do cinema criaram um problema chamado "falácia da chegada" nas pessoas que cresceram nos anos 80 e 90: a ideia de que a felicidade é interminável

Segundo os psicólogos, a felicidade é algo efêmero que não dura para sempre

7 jun 2026 - 09h09
(atualizado às 13h15)
Finais felizes
Finais felizes
Foto: Reprodução / Xataka

O cinema acostumou o público ao conceito do final feliz para encerrar as histórias e deixar os espectadores com uma sensação de satisfação em relação ao que acabaram de assistir. Obviamente, isso levou muitas pessoas a querer alcançar exatamente a mesma coisa na vida real, gerando uma enorme frustração quando fica claro que qualquer semelhança entre realidade e ficção é mera coincidência.

Isso também não passou despercebido pela ciência. Tal Ben-Shahar, professor de Harvard e especialista em psicologia positiva, cunhou na Psychology Today o conceito da "falácia da chegada" para investigar como a abundância excessiva de finais felizes se transformou em um veneno cultural que afetou milhões de pessoas ao longo dos anos, especialmente aquelas que cresceram durante as décadas de 1980 e 1990.

Publicidade

A felicidade não dura para sempre

O motivo para criar a ideia da falácia da chegada surgiu da necessidade de encontrar uma forma de descrever a expectativa equivocada de que alcançar uma meta específica na vida é sinônimo de uma felicidade duradoura. Na realidade, essa satisfação tende a ser algo passageiro, pois a felicidade é um estado transitório que não pode se tornar permanente apenas por se conquistar algo específico.

Na verdade, o mais comum é que o cérebro se adapte rapidamente ao novo normal, mesmo quando se trata de algo tão extraordinário quanto ganhar na loteria, fenômeno que a ciência define como adaptação hedônica. Em outras palavras, uma vez alcançada a felicidade, é melhor ...

Veja mais

Matérias relacionadas

Publicidade

População mundial pode cair pela metade em 2064, diz grupo de cientistas

Newton vs. Einstein: a batalha para explicar a gravidade que Einstein venceu graças a um eclipse

Segundo a neurociência, os seres humanos precisam de histórias, e isso esconde algo muito mais profundo do que sua obsessão por maratonas da Netflix

Pessoas estressadas têm mais dificuldade para associar pensamentos, revela pesquisa

Cientistas descobrem 5,5 milhões de abelhas vivendo sob um cemitério de Nova York há mais de 100 anos

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações