O supervulcão de Yellowstone (ou Caldeira de Yellowstone), nos Estados Unidos, pode ser alimentado por um mecanismo completamente diferente do que os cientistas acreditavam até agora. Um novo estudo publicado na revista Science sugere que, em vez de receber magma diretamente de uma gigantesca pluma que sobe das profundezas da Terra, o sistema vulcânico pode ser abastecido por uma espécie de "vento" subterrâneo que transporta rochas quentes através do manto terrestre.
Isso ajudaria a explicar como Yellowstone consegue manter seu enorme sistema de magma ativo por milhões de anos e pode mudar a forma como os pesquisadores entendem outros supervulcões ao redor do planeta.
Supervulcões estão entre os fenômenos geológicos mais poderosos da Terra. Diferentemente de vulcões comuns, suas erupções podem lançar mais de 1.000 quilômetros cúbicos de magma, cinzas e rochas, provocando impactos capazes de alterar o clima global e afetar ecossistemas e sociedades inteiras.
O "vento do manto"
Durante décadas, a principal hipótese era que Yellowstone era alimentado por uma pluma mantélica profunda, uma coluna de material extremamente quente que subiria desde a região próxima ao núcleo terrestre. No entanto, o novo modelo tridimensional desenvolvido por pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências aponta para outra explicação.
Segundo o estudo, um amplo fluxo horizontal de material quente na astenosfera, camada localizada logo abaixo da litosfera, estaria transportando calor em direção a ...
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