Erupção do Vesúvio ajuda cientistas a aprimorar métodos de datações vulcânicas

Estudo teve participação de especialistas da Universidade de Pádua, na Itália

25 set 2026 - 17h27
(atualizado às 17h33)
Resumo
Com base na data exata da erupção do Vesúvio em 79 d.C., cientistas dos EUA e da Itália aprimoraram o método de datação argônio-argônio, tornando-o duas vezes mais preciso. O avanço, publicado na Science Advances, permitiu também recalibrar as técnicas de carbono-14 e urânio-chumbo. Essa padronização matemática unifica os métodos geológicos e oferece maior exatidão para investigar eventos cruciais da história da Terra, como extinções em massa causadas pelo impacto de meteoritos.

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, com a colaboração de cientistas italianos, apontou que a erupção do Vesúvio, que destruiu Pompeia e Herculano há quase dois mil anos, permitiu "zerar os ponteiros" dos métodos usados para medir a história cronológica da Terra.

Estudo teve participação de especialistas da Universidade de Pádua, na Itália
Estudo teve participação de especialistas da Universidade de Pádua, na Itália
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Ao determinar a data precisa do evento histórico (24 de agosto de 79 d.C.), os especialistas conseguiram recalibrar os principais métodos de datação científica empregados para determinar quando ocorreram eventos geológicos do passado e calcular a idade de rochas que remontam às origens do planeta.

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O avanço foi alcançado por uma equipe de pesquisa liderada pelo Centro de Geocronologia da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, com a participação da Universidade de Pádua, na Itália. O estudo foi publicado na renomada revista Science Advances.

Ao analisar oito amostras de minerais vulcânicos do Vesúvio, os pesquisadores aprimoraram o método de datação por argônio-argônio. Essa técnica baseia-se no tempo necessário para que o isótopo potássio-40 presente nas rochas se transforme em argônio-40 , elemento normalmente ausente antes de uma erupção.

A idade real dos minerais analisados era de 1.946 anos, tornando a nova estimativa duas vezes mais precisa do que o método tradicional, que consistia em colocar a amostra em um reator nuclear para ser irradiada com nêutrons.

Com base nesse avanço, os autores do estudo também recalibraram a datação por carbono-14 , usada para calcular a idade de materiais orgânicos como a madeira, e o método de datação por urânio-chumbo, empregado na medição de rochas e minerais extremamente antigos.

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"Esperamos poder unificar ao máximo os vários métodos de datação geológica usando a mesma matemática e a mesma abordagem. O estudo mostra que é possível alcançar esse nível de precisão e exatidão, extremamente úteis, no âmbito histórico. Isso nos permite inferir com mais precisão a causalidade entre eventos no registro geológico, por exemplo, uma estrutura de impacto de meteorito e uma extinção em massa", destacou Paul Renne, um dos líderes da pesquisa. .

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