Cientistas descobrem 5,5 milhões de abelhas vivendo sob um cemitério de Nova York há mais de 100 anos

Descoberta pode ajudar a salvar polinizadores vulneráveis

6 jun 2026 - 13h12
(atualizado em 7/6/2026 às 13h15)
Andrena regularis
Andrena regularis
Foto: Bryan Danforth (Cornell) / Xataka

O que parece ser um cemitério comum no interior do estado de Nova York revelou-se o lar de uma das mais notáveis descobertas relacionadas a polinizadores dos últimos anos. Pesquisadores da Universidade de Cornell encontraram uma população estimada de 5,5 milhões de abelhas escavadoras vivendo sob o Cemitério East Lawn, em Ithaca, Nova York.

Essa enorme agregação subterrânea de abelhas nativas pode estar ocupando o local há mais de um século, sobrevivendo graças ao solo não perturbado e às condições favoráveis para a construção de ninhos. Os cientistas afirmam que a descoberta destaca a importância de proteger habitats frequentemente ignorados e pode fornecer pistas valiosas para a conservação de populações vulneráveis de polinizadores, que enfrentam ameaças crescentes devido à perda de habitat, aos pesticidas e às mudanças climáticas.

Publicidade

A metrópole oculta de abelhas sob um cemitério de Nova York

A descoberta está centrada na abelha escavadora-comum (Andrena regularis), uma espécie nativa da América do Norte que faz ninhos subterrâneos. Os pesquisadores estimam que entre 3 milhões e 8 milhões de abelhas habitam o terreno do cemitério, sendo 5,5 milhões a estimativa média. Os insetos ocupam aproximadamente 1,5 acre sob o Cemitério East Lawn, formando o que os cientistas acreditam ser uma das maiores agregações já registradas de abelhas que fazem ninhos no solo.

A descoberta começou quando pesquisadores da Universidade de Cornell notaram um número incomumente grande de abelhas ...

Veja mais

Matérias relacionadas

Publicidade

População mundial pode cair pela metade em 2064, diz grupo de cientistas

Newton vs. Einstein: a batalha para explicar a gravidade que Einstein venceu graças a um eclipse

Segundo a neurociência, os seres humanos precisam de histórias, e isso esconde algo muito mais profundo do que sua obsessão por maratonas da Netflix

Finais felizes do cinema criaram um problema chamado "falácia da chegada" nas pessoas que cresceram nos anos 80 e 90: a ideia de que a felicidade é interminável

Pessoas estressadas têm mais dificuldade para associar pensamentos, revela pesquisa

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se