A creatina deixou de ser o suplemento da moda em que os jovens apostam para obter um físico melhor; tornou-se uma bomba-relógio para o organismo

Um novo método para ganhar massa muscular que é mais rápido do que com proteína, mas mais perigoso do que com esteroides

7 abr 2026 - 12h12
(atualizado às 13h15)
Foto: Xataka

O cenário nas salas de musculação está mudando drasticamente, e o que antes se limitava ao consumo de shakes de proteína ou creatina deu lugar a uma tendência muito mais sombria: agora, jovens, influenciados pela pressão estética das redes sociais, estão abandonando os suplementos nutricionais convencionais para explorar o mundo dos peptídeos — cadeias de aminoácidos que prometem resultados milagrosos na queima de gordura e ganho de massa muscular.

Essa transição marca um ponto de virada em que o bem-estar físico é reduzido a uma imagem de perfeição instantânea, muitas vezes ignorando que muitos desses compostos sequer são aprovados para consumo humano e são comercializados sob o rótulo de produtos de pesquisa.

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A ascensão dessas substâncias se explica, em grande parte, por sua capacidade de imitar funções hormonais específicas sem, supostamente, causar os efeitos colaterais agressivos dos esteroides tradicionais. Segundo pesquisas recentes, o mercado negro desses produtos químicos floresceu online, permitindo que jovens de apenas vinte anos tenham acesso a produtos para usos específicos.

Nesse ecossistema digital, figuras como o influenciador Clavicular desempenharam um papel decisivo na normalização e popularização do uso de substâncias como o BPC-157 e o TB-500, peptídeos sintéticos conhecidos por suas potentes propriedades regenerativas, usados principalmente para acelerar a recuperação de lesões musculares.

Em entrevista ao DJ Akademkis, esse criador de conteúdo admitiu ...

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