As ações de gigantes dos semicondutores como Qualcomm e ARM despencaram mais de 8% há algumas semanas (e continuam caindo diariamente), um movimento que reflete o que a indústria vem alertando há algum tempo: o mercado de celulares atingiu um teto, e não por falta de compradores, mas pela incapacidade de fabricar dispositivos suficientes. As previsões apontam para uma queda significativa nas receitas em 2026.
A apresentação de resultados foi um verdadeiro choque de realidade, expondo que a febre pela IA está canibalizando os recursos necessários para nossos smartphones. Não se trata de uma crise de demanda, mas de um problema de oferta que ameaça reconfigurar os preços e a disponibilidade. Enquanto os grandes centros de dados monopolizam a produção de memórias, o setor de celulares fica sem peças para manter seu ritmo: esta é a crise das memórias.
O CEO da Qualcomm foi contundente ao vincular o futuro imediato a um único componente: a memória. Amon declarou que a escassez de chips de armazenamento e de RAM determinará o limite do mercado de smartphones neste ano. A situação é tal que fabricantes chineses já comunicaram à empresa estadunidense que seus volumes de produção serão menores do que o planejado originalmente: eles não conseguem obter memória suficiente para montar os dispositivos.
A IA devora o setor móvel
A raiz do problema é uma questão de prioridades e de capacidade finita. Os três grandes fabricantes de memória estão direcionando sua capacidade para as memórias ...
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