A crise da memória RAM continua tão ruim quanto há algumas semanas e, embora as fábricas estejam a todo vapor para produzir mais, a produção escoa sempre para o mesmo lugar: as plataformas de IA dos data centers.
Mas não é só o mercado de memória RAM, SSDs, discos rígidos e tudo o que envolve chips que foi afetado: agora o alvo são as baterias.
A Panasonic anunciou esta semana seu plano de triplicar a capacidade de produção de células de íons de lítio. Para isso, vai expandir suas instalações dedicadas a essa produção, mas também adaptar algumas de suas fábricas voltadas para a indústria automotiva para produzir mais baterias. Mesmo assim, todas as baterias extras que conseguirem fabricar ainda serão insuficientes — a ponto de não limitarem esse movimento apenas às plantas no Japão, mas também a unidades no exterior, como a de Kansas.
Por quê? A resposta curta é: por causa da IA. A resposta longa é que a IA não pode parar nem por um segundo, portanto os equipamentos precisam de fontes de energia de reserva. Essa energia vem de baterias instaladas entre os racks, das quais os sistemas "puxam" em caso de qualquer queda ou pico de energia para continuar operando. E como esses equipamentos exigem uma quantidade absurda de energia para funcionar, é necessário produzir muitas, muitas baterias de backup.
Tudo vendido
A previsão é tão alta que a empresa japonesa estima que, no próximo ano fiscal, poderá vender baterias no valor de 800 bilhões de ienes (cerca de 5 bilhões de dólares)....
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