A última moda para paquerar é parar de tomar banho; a ciência tem más notícias para seus defensores

Homens que deixaram de tomar banho esperam conquistar mais parceiras, mas não há qualquer respaldo científico para isso.

17 set 2026 - 13h09
(atualizado às 15h46)
Resumo
A nova tendência das redes sociais, batizada de "pheromone maxxing", propõe abandonar o banho e o desodorante sob a premissa de atrair parceiros pelo suor e feromônios naturais. No entanto, a ciência desmente a eficácia da prática. Segundo publicação no The Conversation, não há evidências que sustentem a tese, já que o órgão vomeronasal humano, responsável por detectar esses sinais químicos em outros animais, é apenas um vestígio anatômico não funcional em adultos da nossa espécie.
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Foto: Xataka

As redes sociais sempre encontram uma maneira inusitada de chamar a atenção, e a última tendência envolve diretamente os hábitos de higiene pessoal e a paquera. Trata-se do chamado "pheromone maxxing": uma ideia bizarra cuja premissa é parar de tomar banho, abandonar o desodorante e deixar que o suor natural atraia pretendentes por meio de supostos feromônios irresistíveis.

Essa onda foi analisada recentemente pela publicação acadêmica The Conversation, que investigou se existe algum respaldo científico na tese de que a falta de banho aumenta os níveis de feromônios e atrai parceiros. E a conclusão é direta: não há nenhuma evidência comprovada sobre o assunto. Trata-se apenas de mais um modismo digital sem fundamento biológico.

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O que são feromônios — e por que eles não funcionam em humanos

Quando pensamos no termo feromônio, a referência imediata é o reino animal. Na natureza, um feromônio é simplesmente um sinal químico que dispara uma resposta automática, fixa e previsível em todos os indivíduos da mesma espécie, como ocorre com as mariposas.

Mas será que nós, humanos, também funcionamos assim? A resposta da ciência é não. Sob a perspectiva da fisiologia, o órgão vomeronasal humano — estrutura que em outros animais detecta esses compostos químicos — não é funcional em adultos. Em nossa espécie, ele é apenas um vestígio anatômico sem conexão operacional com o cérebro.

Mesmo quando buscamos compostos parecidos no organismo, como o estratetraenol, os resultados desapontam....

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