A visão estratégica da China, que mais uma vez vem investindo há décadas no setor energético, está dando frutos — o país dispõe de uma margem de manobra considerável no que diz respeito ao fornecimento de energia. Esse é um fator que parece desequilibrar a balança a seu favor: Jensen Huang, CEO da NVIDIA, já alertou que a China pode vencer a corrida da IA. Segundo ele, a China tem uma regulação mais flexível e suas empresas contam com subsídios do governo para a energia de que seus centros de dados precisam.
Os EUA têm outra filosofia. Um estudo aprofundado da startup Epoch AI —responsável pelo benchmark de IA FrontierMath— serve como contraponto a teorias pessimistas. Nos últimos meses, vimos como os EUA parecem ter um problema real com a energia de que os centros de dados de IA precisam.
No entanto, a Epoch AI explica que não é que os EUA não sejam capazes de criar mais capacidade energética: simplesmente não precisaram disso até agora. Enquanto a China se preparou para o futuro —mesmo que esse futuro não chegue—, os EUA mantiveram uma postura mais conservadora: enquanto não houvesse demanda, não tomariam iniciativa. A pergunta imediata, claro, é se agora conseguirão agir ou se já é tarde demais. E não, tudo indica que não é tarde.
A demanda vai ser enorme
Há uma realidade: esses planos ambiciosos de criar cada vez mais centros de dados por todo os EUA —com o Project Stargate à frente— farão com que os centros de dados no país precisem de algo entre 30 e 80 GW de capacidade ...
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