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Trump: "espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela totalmente fechado"

A administração americana designa o governo venezuelano como líder do "Cartel de los Soles", classificado como uma organização narcoterrorista

29 nov 2025 - 16h36
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou neste sábado (29) que as companhias aéreas deveriam considerar o espaço aéreo sobre e ao redor da Venezuela como fechado. A declaração, veiculada na rede Truth Social, elevou a tensão e sugeriu a possibilidade de uma ação iminente dos EUA contra o país governado por Nicolás Maduro.

Donald Trump –
Donald Trump –
Foto: Andrew Harnik/Getty Images / Perfil Brasil

A administração americana designa o governo venezuelano como líder do "Cartel de los Soles", classificado como uma organização narcoterrorista. Este argumento tem sido o pilar para justificar o aumento da presença militar dos EUA no sul do Caribe.

O comunicado do presidente Trump foi direcionado a "todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas", solicitando que considerassem o espaço aéreo totalmente fechado.

Em 21 de novembro, o governo Trump já havia emitido um alerta para que as companhias aéreas internacionais "exercitassem cautela" e evitassem sobrevoar o espaço venezuelano. A expressão "espaço aéreo fechado", utilizada por Trump dias depois, não constava na comunicação inicial.

A Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA publicou um comunicado citando o "agravamento da situação de segurança e o aumento da atividade militar na Venezuela e arredores", afirmando que estas condições representavam riscos potenciais para aeronaves em todas as altitudes.

A recomendação levou diversas companhias aéreas a suspenderem voos que cruzavam o território ou que tinham a Venezuela como destino.

Em resposta, o governo venezuelano revogou, na última quinta (27), a licença de operação de pelo menos seis companhias aéreas, incluindo a portuguesa TAP, a colombiana Avianca, a Turkish Airlines e a brasileira Gol. O governo de Maduro acusou as empresas de "terem aderido às ações de terrorismo de Estado promovidas pelo governo dos EUA" e exigiu a retomada dos voos em 48 horas.

Na mesma semana, o presidente Trump havia sinalizado que operações terrestres contra o narcotráfico na Venezuela deveriam ser iniciadas "muito em breve". Em conferência militar, ele afirmou que o tráfico por mar estava diminuindo, e que os EUA passariam a impedir também o transporte de entorpecentes por terra.

O jornal "New York Times" reportou que o presidente Trump ligou para Nicolás Maduro no fim de semana de 22 e 23 de novembro. Fontes familiarizadas com o assunto indicaram que os líderes discutiram a possibilidade de um encontro em território americano, mas não houve confirmação de uma reunião presencial. O conteúdo integral da conversa não foi divulgado. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, crítico do regime de Maduro, também teria participado da chamada.

Perfil Brasil
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