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Brasil, rumo à potência submarina

Por Marcelo Miranda Becker

O Brasil deu início na semana passada na construção de novos submarinos para renovar a frota da Marinha, em um importante passo rumo à concretização de um sonho de quase quatro décadas: a construção do primeiro equipamento movido por um reator nuclear, feito inteiramente com tecnologia nacional.

Previsto para ser entregue à Marinha em 2023, o submarino nuclear colocaria o Brasil na elite das potências navais - atualmente, apenas cinco países detêm a tecnologia necessária para a construção deste tipo de embarcação. Conheça a história dos submarinos na Marinha brasileira, os futuros projetos e as vantagens de uma embarcação movida à energia nuclear:

Já empregado pelas marinhas do Chile, da Índia e da Malásia, o submarino Scorpène, fabricado pela francesa DCNS, foi o escolhido pelo governo brasileiro para a renovação de sua frota. Segundo a Marinha do Brasil, a opção pelo Scorpène se deve a peculiaridades do projeto francês, que não é uma evolução de uma classe convencional anterior, e sim derivado de um submarino nuclear. Seu casco hidrodinâmico, ideal para a navegação em velocidades mais altas, aliado ao fato de que o equipamento emprega tecnologias usadas nos submarinos nucleares franceses, representaria um facilitador para as aspirações do Brasil de construir seu primeiro submarino com propulsão nuclear.