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Celina Leão chega ao primeiro turno como favorita no Distrito Federal apesar de crise no BRB

Governadora e candidata à reeleição aparece à frente em pesquisas com chances de vencer no primeiro turno, enquanto adversários tentam levar disputa para segunda etapa

4 out 2026 - 14h29
(atualizado às 15h39)
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Resumo
Celina Leão (PP) lidera a disputa pelo governo do Distrito Federal com 45,3% das intenções de voto, mesmo sob o desgaste da crise no BRB e do escândalo com o Banco Master. Beneficiada pela cassação de José Roberto Arruda, a governadora tenta se desvencilhar da fraude estatal e consolidar a reeleição. Em segundo lugar com 34%, Leandro Grass (PT) busca o voto útil para forçar o segundo turno, seguido por Paula Belmonte (11,7%), enquanto a oposição teme a futura liquidação do banco público.

BRASÍLIA — O primeiro turno das eleições no Distrito Federal ocorre neste domingo, 4, com a governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP) como favorita para terminar à frente na disputa, e os demais candidatos tentando um voto útil para chegar ao segundo turno.

Paralelamente, os principais nomes disputam o voto útil do eleitor após a saída do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) do pleito. Arruda estava em segundo lugar nas pesquisas e teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral.

Na pesquisa Atlas divulgada neste domingo, 4, Celina Leão registrou 45,3% dos votos válidos; Leandro Grass (PT) teve 34% e Paula Belmonte (PSDB), 11,7%.

A eleição no Distrito Federal ocorre em meio à crise do Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo distrital. A estatal se envolveu em uma fraude bilionária com o Banco Master e precisa de um aporte para continuar funcionando.

O governo do DF pediu um empréstimo ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mas não conseguiu garantias de bancos e nem da União para finalizar a operação. Conforme o Estadão mostrou, a falta de balanço financeiro do BRB esvaziou os planos dos principais candidatos, que temem uma liquidação ou privatização do banco após as eleições.

No cargo, Celina afirmou que iria salvar o BRB e chegou a prometer um aporte no banco até junho deste ano - o que não ocorreu. Durante a campanha, ela tentou se dissociar do escândalo do Banco Master, após ter sido vice do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), principal fiador político da compra do Master pelo BRB.

As pesquisas indicam que Celina conseguiu atrair a preferência da maior parte do eleitorado apesar do escândalo. Usando a alcunha de "leoa" nas propagandas, ela apresentou sua gestão como um "novo governo" e, assim, pediu votos para continuar mais quatro anos à frente do Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal.

Nos bastidores, integrantes da campanha da governadora avaliam que a saída de Arruda favoreceu Celina, tanto pela probabilidade de registro mais votos válidos para ela, com a invalidação dos votos de Arruda na urna, quanto pela migração do eleitorado, apontado como mais centro-direita e resistente ao PT.

Arruda pediu a seus aliados e eleitores que votem em qualquer candidato contra Celina Leão. O PSD, partido dele, no entanto, declarou apoio oficial à candidata à reeleição.

O candidato do PT, Leandro Grass, conta com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e tenta atrair um voto útil para chegar ao segundo turno. É a segunda vez que ele se candidata ao cargo. Em 2022, pelo PV, foi ao segundo turno, mas perdeu para Ibaneis Rocha (MDB).

Na reta final, a estratégia de campanha de Grass foi tentar diminuir a resistência do eleitorado de Brasília ao Partido dos Trabalhadores e tentar se viabilizar como o único capaz de chegar ao segundo turno contra Celina Leão. No último debate, promovido pela TV Globo, na terça-feira, 29, ele citou que o PT não estava sozinho na campanha e pediu apoio dos adversários em uma eventual segunda etapa da disputa.

Paula Belmonte (PSDB), Ricardo Cappelli (PSB) e Kiko Caputo (Novo), que participaram dos principais debates e cujos partidos têm representantes no Congresso Nacional, apostaram em criticar o governo Celina e o PT, tentando atrair uma espécie de eleitor da "terceira via" na disputa distrital. Elisson Ferreira (Agir), Expedito Mendonça (PCO), Professor Robson (PSTU), Professora Samara Mineiro (UP) e Rico Pinheiro (PRTB) completam a lista de candidatos ao governo do Distrito Federal.

Estadão
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