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Afinal, o que querem os criadores do primeiro festival de foto em favela de SP?

Festival FotoBeco leva fotografia à Favela Monte Azul com talentos reconhecidos e iniciantes das periferias brasileiras

12 set 2025 - 07h20
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Resumo
FotoBeco Festival, em outubro de 2025, transforma a Favela Monte Azul em galeria a céu aberto com exposições, oficinas e debates, valorizando a produção fotográfica periférica e descentralizando a cena artística de São Paulo.
Os fotógrafos Rogério Vieira e Léu Britto, moradores da favela Monte Azul, zona sul da capital paulista, criadores do FotoBECO.
Os fotógrafos Rogério Vieira e Léu Britto, moradores da favela Monte Azul, zona sul da capital paulista, criadores do FotoBECO.
Foto: R. Lonan

São Paulo se prepara para receber, em outubro de 2025, o primeiro festival de fotografia realizado integralmente em território periférico. O FotoBeco Festival acontece nos dias 18 e 19 de outubro, com exposições estendidas até o dia 26, ocupando vielas e becos da favela Monte Azul, na zona sul da cidade. Toda a programação é gratuita.

O projeto nasceu dentro da Galeria Sérgio Silva, criada em 2023 pelos fotógrafos Léu Britto e Rogério Vieira, ambos moradores da Monte Azul. A ideia inicial era simples: expor uma foto a cada dois meses no escadão da quebrada. Em março de 2024, o coletivo DiCampana inaugurou a primeira mostra, e desde então o espaço se transformou em território de resistência e celebração.

Daí para o FotoBeco foi um pulo: “Pra mim, beco é encruzilhada, destino final. É ali que o trabalho se exalta e beija os pés da comunidade, contribuindo com arte, cultura e beleza em um lugar marcado por desafios”, conta Léu.

O reconhecimento veio com a aprovação no edital Projetos Culturais das Periferias. “Foi o reconhecimento de que nossa visão – preencher uma favela inteira com arte – faz sentido. É descentralizar e recalcular a rota da arte fotográfica na cidade”, completa Léu.

“Recebemos pessoas de várias regiões de São Paulo, e tudo isso na entrada de uma favela. É mostrar que trocamos de igual. É quebrar paradigmas e afirmar que favelados(as) também são profissionais da fotografia, contribuindo com suas artes num mercado ainda fechado”, afirma Rogério.

A edição de estreia reúne exposições a céu aberto, projeções noturnas, oficinas, mesas de debate e mostra de portfólios com cachê para os selecionados. A proposta é abrir espaço para artistas iniciantes e consolidados.

Fonte: Visão do Corre
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