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Descubra se é possível ser 100% vegano hoje em dia

O veganismo está crescendo a cada dia, é um movimento que tem base e propósito bem definido. Não é moda ou algo passageiro.

30 set 2022 - 05h00
(atualizado em 6/10/2022 às 14h22)
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Foto: CanvaPro/Vegano Periférico

É impossível hoje em dia ser absolutamente vegano, e a maioria dos veganos sabe disso, pois não vivemos numa bolha que não sabe como os animais são usados e abusados por nós humanos. Além disso, o veganismo não é sobre superioridade ou algo do tipo.

Temos plena consciência de que os animais são utilizados em diversos produtos e itens que utilizamos no dia a dia e que é difícil negligenciar o seu uso, como exemplo, temos o pneu, medicamentos, vacinas, a gasolina, entre uma série de outros que estão presentes no nosso cotidiano que independe das nossas escolhas. Isso não faz de nós menos veganos ou que não tenha veganos no mundo, muito pelo contrário.

Segundo a definição da ''The Vegan Society'': ‘’O veganismo é uma forma de viver que busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais, seja para a alimentação, para o vestuário ou para qualquer outra finalidade.’’

De acordo com essa definição ser vegano é dentro do possível e do praticável, isso significa que se você não consome nada de origem animal, não utiliza roupa de couro, lã ou seda, não utiliza produtos testados em animais e buscar ter esse cuidado, você é, sim, vegano.

Nenhum vegano vai se opor ao remédio, à vacina, não vamos deixar de andar de carro, de bicicleta ou transporte público, não há nada de errado nisso, do ponto de vista individual. Mas é importante refletirmos o quão devastador o ser humano é, e o quanto utilizamos os animais para manter o estilo de vida humana no Planeta Terra.

Vimos recentemente uma matéria bem tendenciosa sobre não existir veganos no planeta, utilizou a seguinte lógica: ''se você anda de carro e o pneu tem restos de animais, por que parar de comer carne, tomar leite, parar de testar em animais?''

Ou seja, a pessoa basicamente quis dizer que se há um pouco de exploração animal e utilização de animais onde não conseguimos controlar, temos que continuar consumindo animais e seus derivados, continuar usando a pele deles e concordar com toda forma de exploração. Se existem situações no nosso dia a dia que é totalmente possível evitar a crueldade contra animais, por que manter?

A lógica deveria ser ao contrário, já que em muitos itens há uma dificuldade de abandonar a utilização de animais, buscaremos ao máximo evitar outros tipos de exploração, como as carnes, o leite, os ovos, do couro, a pena, a pele, os testes em animais para cosméticos… é simples demais até.

É interessante observar que quem escreve esse tipo de conteúdo com esse tipo de ressentimento, está se sentindo um pouco incomodado e sabe que o movimento vegano é bem fundamentado e não está apenas querendo chamar a atenção, pois é um movimento que visa lutar pelos animais, pelo planeta e por uma alimentação mais consciente da população.

O veganismo não se trata de superioridade, ou de seres de luz, não é um movimento ‘’zen’’ ou de seres espiritualizados, de pessoas iluminadas. É uma causa de pessoas comuns, cujo propósito é defender os animais e lutar por uma sociedade mais justa, e que tenha de fato uma consciência socioambiental.

Pessoas que ainda comem carne e não se preocupam com o meio ambiente, não são assassinas ou pessoas más, são pessoas que ainda não tiveram acesso pleno às informações necessárias para refletir sobre o assunto ou até mesmo tem dificuldades em fazer a transição, por algum motivo específico.

Vegano Periférico Leonardo e Eduardo dos Santos são irmãos gêmeos, nascidos e criados na periferia de Campinas, interior de São Paulo. São midiativistas da Vegano Periférico, um movimento e coletivo que começou como uma conta do Instagram em outubro de 2017. Atuam pelos direitos humanos e direitos animais por meio da luta inclusiva e acessível, e nos seus canais de comunicação abordam temas como autonomia alimentar, reforma agrária, justiça social e meio ambiente.
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