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Viviane Araujo fala sobre maternidade após ovodoação: 'Um grande tabu'

Ao compartilhar sua experiência com a ovodoação, Viviane Araujo ajuda a quebrar tabus sobre fertilidade e mostra que existem diferentes caminhos para realizar o sonho da maternidade

11 jun 2026 - 18h09
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A maternidade nem sempre acontece no momento em que desejamos. Para muitas mulheres, ela chega depois de anos de amadurecimento, conquistas profissionais e da construção de relacionamentos sólidos. Hoje, os avanços da medicina reprodutiva têm ampliado as possibilidades para quem deseja formar uma família. Foi justamente essa experiência que Viviane Araujo decidiu compartilhar publicamente. 

Viviane Araujo fala sobre maternidade após os 50 anos e sua experiência com a ovodoação, técnica que amplia possibilidades para mulheres
Viviane Araujo fala sobre maternidade após os 50 anos e sua experiência com a ovodoação, técnica que amplia possibilidades para mulheres
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

Aos 50 anos, a atriz relembrou o caminho percorrido até a chegada do filho, Joaquim, hoje com 3 anos, fruto de seu casamento com Guilherme Militão. Ao falar sobre sua trajetória, ela também trouxe visibilidade para um tema que ainda desperta dúvidas e preconceitos: a ovodoação.

O desafio de conciliar tempo emocional e tempo biológico

Nem sempre o relógio da vida acompanha o relógio do corpo. Muitas mulheres passam anos investindo na carreira, enfrentando relacionamentos que não deram certo ou simplesmente aguardando o momento em que se sintam verdadeiramente preparadas para a maternidade.

No caso de Viviane, o desejo de ser mãe existia há muito tempo. Mas foi apenas quando encontrou estabilidade emocional e segurança em seu relacionamento que o projeto de aumentar a família ganhou forma.

Nesse processo, ela se deparou com uma realidade comum para muitas mulheres após os 40 e 50 anos: a redução natural da reserva ovariana e da capacidade de ovulação. "Existe sempre um grande tabu quando falamos sobre o corpo da mulher e suas escolhas. É tanto barulho ao nosso redor, que não temos ideia de qual caminho seguir. Eu quero que as mulheres entendam as suas opções e escolham o que é melhor para elas", afirma, em entrevista à Quem.

Sua fala reforça uma questão importante: informação também é uma forma de liberdade. Quanto mais conhecemos as possibilidades disponíveis, mais autonomia temos para tomar decisões alinhadas aos nossos desejos e circunstâncias.

Quando aceitar a realidade se torna parte do processo

Falar sobre fertilidade nem sempre é simples. Para muitas mulheres, perceber as mudanças naturais do corpo pode despertar sentimentos de tristeza, frustração ou até mesmo luto.

Viviane não esconde que precisou atravessar esse processo emocional antes de encontrar o caminho que a levaria à maternidade. "Pra mim, foi um processo difícil, mas muito lindo. Foi dolorido encarar o fato da pré-menopausa afetar a minha ovulação, mas encontrei acolhimento na família e em uma equipe que me manteve muito segura. Minhas maiores realizações vieram depois dos 40, e principalmente, com meu filho", declara.

Seu relato mostra que acolher as limitações impostas pela vida não significa desistir dos sonhos. Muitas vezes, significa apenas encontrar novas rotas para chegar até eles.

Afinal, o que é a ovodoação?

A ovodoação é uma técnica de reprodução assistida indicada para mulheres que não conseguem utilizar seus próprios óvulos para engravidar. Nesse procedimento, uma doadora saudável disponibiliza seus óvulos, que são fertilizados em laboratório. Após a formação dos embriões, eles são transferidos para o útero da futura mãe, que será responsável pela gestação.

O tratamento pode representar uma alternativa para mulheres com baixa reserva ovariana, menopausa precoce, falência ovariana, histórico de tratamentos oncológicos ou condições genéticas específicas. Mais do que uma técnica médica, a ovodoação tem permitido que muitas famílias realizem o sonho da maternidade mesmo diante de obstáculos que, anos atrás, seriam considerados intransponíveis.

A maternidade vai além da genética

Uma das dúvidas mais comuns quando o assunto é ovodoação envolve a relação entre genética e vínculo afetivo. Mas especialistas em desenvolvimento humano destacam que a construção da maternidade acontece em diferentes níveis.

A gestação, o cuidado diário, a convivência e a criação dos filhos desempenham um papel fundamental na formação dos laços emocionais. A maternidade é uma experiência construída não apenas pelo DNA, mas pela presença, pelo afeto e pela dedicação cotidiana. Por isso, cada vez mais mulheres têm encontrado na reprodução assistida uma oportunidade de viver a experiência de gerar, acolher e criar seus filhos.

Rompendo o silêncio para ajudar outras mulheres

Ao compartilhar sua história, Viviane também assume um papel importante de representatividade. Muitas mulheres enfrentam dificuldades relacionadas à fertilidade em silêncio, carregando sentimentos de culpa ou inadequação.

Trazer o tema para o debate ajuda a combater preconceitos e amplia o acesso à informação. "Ajudem outras a conquistarem seus sonhos independentemente da idade", pede a atriz. Talvez essa seja uma das mensagens mais valiosas de sua trajetória: não existe uma única maneira de chegar à maternidade. Existem diferentes caminhos, diferentes histórias e diferentes tempos. E conhecer essas possibilidades pode ser justamente o primeiro passo para transformar um sonho em realidade.

Bons Fluidos
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