Victoria Camps, filósofa: "A busca pela felicidade não é proibida a ninguém que tenha condições materiais suficientes para decidir como viver"
A filósofa espanhola analisa como as escolhas pessoais e o contexto social influenciam a construção de uma vida satisfatória
A filósofa Victoria Camps afirma que o papel da filosofia e dos filósofos é ajudar a pensar. Seu valor no desenvolvimento do pensamento humano é inegável, mas, se observarmos o significado da palavra filosofia do ponto de vista etimológico, ela representa o "amor à sabedoria".
E esse amor pelo conhecimento passa por fazer perguntas incômodas, provocar reflexões, questionar tudo aquilo que nos cerca. Também envolve buscar respostas para algumas das grandes questões da humanidade: o que precisamos para alcançar a felicidade?
Camps reflete bastante sobre o tema em seu livro Elogio da Felicidade, no qual afirma que "a felicidade é uma busca ao longo da vida de cada pessoa. A infelicidade é o abandono dessa busca, do desejo de continuar vivendo. Mais do que uma meta a ser alcançada, é um estado de espírito, o anseio por uma vida plena e realizada".
A felicidade, como ela mesma explicou no projeto Aprendemos juntos BBVA, é uma busca que dura a vida inteira e não existe uma única maneira de alcançá-la, porque "é possível viver de muitas formas e ser feliz em todas elas".
A felicidade como direito, mas dependente do contexto
A vida moderna apresenta a busca pela felicidade como um direito. Mais do que isso, a Declaração de Independência dos Estados Unidos a considera um dos três direitos inalienáveis: a vida, a liberdade e a busca pela felicidade.
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