Um bebê, três pais (biológicos): uma técnica de fertilização promissora que, por enquanto, não veremos no Brasil
A técnica para interromper a transmissão de doenças mitocondriais envolve a introdução de um terceiro progenitor
Uma criança, três pais. Pode parecer ficção científica, mas já é realidade. Uma realidade que começou há uma década, com a aprovação no Reino Unido de uma nova técnica que permitiu a introdução de informações genéticas de uma terceira pessoa em um processo de fertilização in vitro.
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Oito nascimentos
A equipe britânica que implementa essa técnica publicou os resultados obtidos com o monitoramento de nove bebês nascidos após fertilização in vitro. Um processo com uma característica única e importante: a introdução de DNA mitocondrial de um doador.
Doenças mitocondriais
Para entender o escopo deste novo procedimento, precisamos entender a razão por trás do desenvolvimento desta técnica: prevenir a transmissão de doenças do DNA mitocondrial. Um problema que, segundo estimativas, afeta cerca de 5.000 nascimentos por ano.
A mitocôndria é a parte da célula responsável pela produção de energia, mas também contém um segmento de DNA que é herdado matrilinearmente. Essa herança matrilinear só pode ser herdada da mãe, embora possa afetar pessoas de ambos os sexos.
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