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Viagens históricas incríveis que você precisa conhecer

De desaparecimento na selva à expedição frustrada na Antártica

9 abr 2024 - 08h03
(atualizado em 11/4/2024 às 00h39)
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Viajar nem sempre quer dizer fazer turismo.

Ao longo da história, viajantes se deslocaram pelo mundo com diferentes objetivos, de conquistas de novos territórios a explorações científicas. Mas não sem passar por perrengues históricos.

A seguir, o Viagem em Pauta selecionou algumas das viagens mais impressionantes, como o desaparecimento no Brasil de um britânico que ficaria conhecido como o "Verdadeiro Indiana Jones" e a curiosa travessia do norueguês que cruzou o Pacífico numa jangada de madeira.

Mas como o mundo das viagens não é feito apenas por barbudos heroicos, ainda que a estrada nem sempre tenha sido lugar de meninas, abaixo você conhece também mulheres viajantes que quebraram padrões da época, como Amelia Earhart, a primeira mulher a cruzar o Atlântico, pilotando o próprio avião, e Nellie Bly, que deu uma volta do mundo em corridos 72 dias.

Foto: Kon-Tiki Museum / Thor Heyerdahl Archives / Viagem em Pauta

Conheça viagens históricas incríveis

* os detalhes das viagens a seguir você encontra também no site do Viagem em Pauta

Volta ao mundo em 72 dias

(1889)

Em pleno final do século XIX, a jornalista Nellie Bly fez história, em um mundo masculino em que mulheres não fumavam, não usavam calças e muito menos eram encorajadas a viajar por aí desacompanhadas.

Entre novembro de 1889 e janeiro do ano seguinte, a repórter Elizabeth Cochrane Seaman, nome de batismo de Bly, correu contra o relógio para dar a volta ao mundo, tomando vapores, trilhando ferrovias e subindo em riquixás para provar que a estrada também é lugar de mulheres.

Tudo isso porque ela queria desafiar o personagem fictício Phileas Fogg, de Volta ao Mundo em 80 dias, refazendo praticamente o mesmo roteiro da obra de Júlio Verne, em 72 dias.

A repórter até conseguiu, mas antes teve que ouvir de um colega do jornal que, para fazer aquela viagem, era preciso ser homem e ter um acompanhante que carregasse tanta bagagem.

Domínio Público
Domínio Público
Foto: Viagem em Pauta

Os perrengues do presidente dos EUA no Brasil

(1913)

Entre dezembro de 1913 e abril de 1914, Theodore Roosevelt seria um dos integrantes de uma viagem que mapearia o Rio da Dúvida, entre Rondônia e o Amazonas.

Em terras desconhecidas do miolo do Brasil, a natureza selvagem era a única opção de cenário naqueles sertões.

Liderada por Cândido Rondon, o "Domador dos Sertões", a Expedição Científica Rondon-Roosevelt tinha como objetivo seguir esse curso d'água de extensão desconhecida, em uma penosa viagem de cinco meses, dos quais 48 dias sem ver um ser humano sequer naquelas florestas intratáveis.

A comitiva com uma flotilha de sete canoas e 22 homens testou não só seus limites físicos como também mentais, em uma viagem com ataques de animais selvagens, encontro com indígenas, corredeiras mortais, doenças e uma floresta amazônica inteira que sempre cobra ingresso.

Theodore Roosevelt e o brasileiro Cândido Rondon
Theodore Roosevelt e o brasileiro Cândido Rondon
Foto: Domínio Público / Viagem em Pauta

Inferno gelado

(1914)

Meses antes do início da 1ª Guerra Mundial, Ernest Shackleton se preparava para aquela que ficaria conhecida como a última grande viagem da Era dos Descobrimentos.

A Expedição Transantártica Imperial deveria quebrar recordes, mas esse irlandês não esperava que a viagem com seu navio a vapor Endurance chegaria ao fim, bem antes de seus homens alcançarem terras geladas do extremo sul do planeta.

Presos por oito gélidos meses, a tripulação abandonaria a embarcação, em outubro de 1915. O último resgate só aconteceria em agosto do ano seguinte, 10 meses depois.

Nos meses seguintes, os 28 homens embarcados viveriam de esperanças e, até hoje, são lembrados por uma das mais impressionantes histórias de sobrevivência. Ao comandar uma viagem fracassada até o fim, Shackleton se tornaria um exemplo de líder de sucesso.

Foto: Domínio Público / Viagem em Pauta

O verdadeiro Indiana Jones

(1925)

Em busca de uma civilização perdida que, supostamente, ficava no Brasil, o coronel britânico Percy Harrison Fawcett, seu filho Jack e um amigo partiram de Cuiabá para uma "das matas mais intratáveis da Amazônia", nas palavras de David Grann, autor da biografia Z, a Cidade Perdida (Companhia das Letras).

Com seu inconfundível chapéu Stetson e um gosto exagerado por aventuras, Fawcett ficaria conhecido como o "Verdadeiro Indiana Jones", mas nunca mais seria encontrado. Nem aqui, nem em outras dimensões.

A mais de 500 quilômetros da capital do Mato Grosso, a Serra do Roncador veria nascer uma das mais misteriosas histórias de expedições interiores do Centro-Oeste brasileiro. A região é conhecida até hoje por títulos como Portal para Atlântida, entrada para a Terra Oca e até caminho para Machu Pichu, no Peru.

Fawcett (esq.), em Cáceres (
Fawcett (esq.), em Cáceres (
Foto: Editora Record / Viagem em Pauta

1ª mulher a voar sozinha no Atlântico

(1932)

Há mais de 90 anos, as mulheres veriam o mundo sob outro olhar.

A estadunidense Amelia Earhart quebraria todas perspectivas na aviação, fazendo um voo solo de quase 15 horas de duração, sem escalas, a bordo de um monoplano Lockheed Vega 5B, entre Terra Nova, no Canadá, e a Irlanda do Norte, na Europa.

Com a viagem, a aviadora se tornaria também a segunda pessoa a realizar esse tipo de travessia, cujo pioneiro foi Charles Lindbergh, cinco anos antes.

Seu currículo empoderado inclui também curso de mecânica de carros e títulos como o de primeira mulher a pilotar um autogiro (aeronave precursora do helicóptero) e realizar o pioneiro voo solo entre o Havaí e a Califórnia, em 1935.

Amelia Earhart
Amelia Earhart
Foto: Creative Commons / Viagem em Pauta

Cruzando o Pacífico numa jangada

(1947)

Acompanhado de outros cinco homens e de um papagaio que ganhou de presente em Lima, no Peru, o norueguês Thor Heyerdahl cruzou o oceano Pacífico, a bordo de uma jangada de madeira para provar sua ideia de que a Polinésia Francesa teria sido povoada por povos da América do Sul.

Em 101 dias, a expedição Kon-Tiki cruzou cerca de oito mil quilômetros, entre o Peru e a Oceania, a bordo de uma "cópia fiel das antigas embarcações do Peru e do Equador", nas palavras do próprio líder da viagem.

A expedição seria chamada de "ação suicida", pois especialistas acreditavam que, em poucas semanas, os nove troncos porosos amarrados com cordas se desintegrariam com o contato com a água do mar.

A empreitada terminaria no dia 7 de agosto daquele mesmo ano, quando a embarcação rústica se chocou violentamente com o atol Raroia, em Tuamotus. Mas apesar do fim trágico, o naufrágio trazia novos olhares para a história da Polinésia (e de todos os tripulantes com vida).

Foto: Kon-Tiki Museum / Thor Heyerdahl Archives / Viagem em Pauta
Viagem em Pauta
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