Pontes são cartões-postais e refúgios em Veneza
Andar nas águas que invadem Veneza durante as cheias do mar Adriático é um problema só para os milhares de pombos que fazem sua eterna convenção mundial no chão da praça central da cidade, a São Marcos.
» Veja as pontes da cidade italiana

Para os demais visitantes, um par de galochas quase sempre resolve bem o problema. Mesmo assim, os séculos que levantaram Veneza também deixaram como legado as pontes, muito mais que simples refúgios para quem quer desafogar os pés: além de necessárias para o deslocamento na terra retalhada pelo oceano, estão entre as mais belas construções da cidade.
Edificadas em épocas e estilos muito diversos, algumas nem parecem pontes - é o caso, por exemplo, da Ponte dos Suspiros. Construída no final do século 17, em estilo barroco, seu design seria facilmente confundido com um arco, porque liga dois edifícios: o Palácio do Doge e a Prisão Nove.
Curiosamente, os dois únicos pontos de terra firme que possibilitam admirar a Ponte dos Suspiros, são outras pontes: a Canônica e a da Palha ¿que também permitem olhar para o Canal Grande (o maior de Veneza), cruzado por quatro pontes, representativas de três diferentes épocas da cidade.
A mais antiga, a Ponte do Rialto, foi construída em madeira em meados do século 13 e ganhou seu formato atual, em pedra, no final do século 16. As lojas de jóias, souvenirs e roupas que ocupam os flancos da ponte atraem multidões de turistas.
Já a Ponte da Constituição é a mais recente. Inaugurada em 11 de setembro de 2008, ela possui piso e parapeitos de vidro e exibe o design contemporâneo do arquiteto espanhol Santiago Calatrava.
Ligação entre a entrada da cidade, Praça Roma, e a estação de trem Santa Lúcia, a Ponte da Constituição contrasta com as outras duas pontes que atravessam o Canal Grande: a Ponte da Academia (em ferro) e a Ponte dos Descalços (em Pedra d¿Istria, mineral típico da região), inauguradas na metade do século 19 para facilitar o acesso à estação.