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Conheça Torres del Paine, o mais belo cenário da Patagônia

Saiba por que esse parque nacional, no sul do Chile, foi considerado um dos dez lugares mais belos do mundo

1 out 2013
07h35
atualizado às 08h03
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A lagoa transformara-se num grande espelho-d’água e refletia picos de granito que estavam a 30 km de distância dali. Fazia muito frio e no silêncio daquele dia sem vento, aquela intrigante imagem refletida na água imóvel servia como mensagem silenciosa de boas-vindas à mais fantástica região da Patagônia Chilena: o Parque Nacional Torres del Paine.

Surgida quase como uma miragem em meio à planície coberta pela rala vegetação da estepe patagônica, a lagoa-espelho, chamada Laguna Amarga, é uma das muitas atrações naturais deste parque desenhado por glaciares, picos nevados e lagos de cores impressionantes. O Torres del Paine é considerado Reserva da Biosfera pela Unesco desde 1978.

<p>Visitantes no catamarã que navega rumo à base do Glaciar Grey</p>
Visitantes no catamarã que navega rumo à base do Glaciar Grey
Foto: Editora Europa

O parque patagônico fica a cerca de 3.100 km ao sul de Santiago. Para chegar lá é preciso voar até Punta Arenas, a cidade mais austral do Chile, e ainda seguir de carro por mais quatro horas até Puerto Natales, que, por sua vez, está a 120 km ou cerca de uma hora e meia de carro da entrada do parque nacional. Sim, é longe, até para os próprios chilenos. Mas a distância e o tempo de viagem são recompensados por paisagens de um lugar que a revista norte-americana National Geographic já classificou como uma das dez mais belas do planeta.

Ainda que seja considerado uma das grandes mecas de mochileiros e montanhistas do mundo inteiro, que exploram suas centenas de trilhas, o parque chileno também pode ser visitado por ecoturistas mais moderados. Os hotéis e agências de turismo de Puerto Natales oferecem passeios com transporte em van ou barco, combinados com caminhadas leves, e que podem ser feitos por qualquer pessoa, mesmo sem grande preparo físico.

A Laguna Amarga, por exemplo, fica bem ao lado de uma das três estradas que dão acesso ao interior do parque e leva direto ao Hotel Las Torres, onde eu iria me hospedar por alguns dias. Trata-se de uma antiga fazenda de gado que ali existia antes que toda uma área de 270 mil hectares fosse transformada em parque nacional em 1950. Hoje adaptado para receber hóspedes, o Hotel Las Torres é uma das melhores bases para quem pretende explorar mais a fundo os caminhos de Torres del Paine.

O hotel oferece uma ótima relação de custo-benefício. Não tem luxo, mas tem conforto na medida certa. O forte é a localização, no início da trilha que leva rumo às famosas Torres del Paine, os mesmos picos de granito que a 30 km de distância são vistos refletidos na Laguna Amarga.

O Las Torres, porém, não é o único que funciona dentro dos limites da área preservada do parque. Além dele, há, por exemplo, o Hotel Lago Grey (bem confortável, com 60 apartamentos) e o luxuoso Explora Patagônia. Este, um cinco-estrelas que é pura mordomia, com restaurante gourmet, piscina aquecida, guias bilíngues e arquitetura bárbara, na qual todos os apartamentos, salas de estar e restaurante foram projetados com grandes janelas para que os hóspedes estejam sempre de cara com a paisagem.

Além se bem localizados, todos os hotéis citados são bem práticos, já que as diárias incluem todas as refeições e passeios guiados.

Esse trecho foi retirado da revista Viaje Mais, seção Chile, edição 138.

Editora Europa Editora Europa
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