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Mato Grosso: conheça cachoeiras, aquário natural e vida selvagem

A partir de Cuiabá, dá para unir em uma só viagem os três belos destinos de ecoturismo do Estado: Pantanal, Chapada dos Guimarães e Nobres

10 set 2013 - 14h06
(atualizado às 17h49)
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Quase todo mundo sabe que Cuiabá é quente e abafada. De fato, em alguns meses do ano, a temperatura na capital do Mato Grosso bate na casa dos 40°C. O que pouca gente sabe é que, num raio de 140 km da cidade, estão três grandes destinos do ecoturismo brasileiro: o Pantanal, a Chapada dos Guimarães e a ainda pouco conhecida Nobres, espécie de Bonito mato-grossense. Nenhuma outra capital brasileira pode gabar-se de tamanha bênção geográfica.

Assim, Cuiabá está cercada por algumas das mais belas paisagens do País. Para um morador não há nada melhor, especialmente num tórrido fim de semana mato-grossense. Basta apenas uma hora de carro para refrescar-se nas águas de uma linda cachoeira e se impressionar com a imponência dos paredões da Chapada dos Guimarães. Ou pouco mais do que isso para mergulhar em rios de águas cristalinas, que mais parecem aquários cheios de peixes, que nadam a centímetros dos olhos, em Nobres.

Se a ideia, porém, for desanuviar a mente da agitação da cidade grande e imergir na natureza é só seguir para o sul do Estado, onde está a planície pantaneira. Essa região abriga um dos grandes santuários de vida selvagem no planeta e é cortada por uma das mais emblemáticas estradas do País: a Transpantaneira, com 145 km de extensão, ligando Poconé a Porto Jofre.

Diversas agências de turismo de Cuiabá, entre elas a Interativa, oferecem tours de um dia para esses três destinos exuberantes e completamente diferentes entre si. Ou seja, quem vai para a capital do Mato Grosso pode se dar ao luxo de fazer três viagens em uma só.

A maioria dos turistas prefere fazer esses rápidos passeios bate e  volta, já que não dispõem de muito tempo, mas as agências também podem organizar, a pedido do cliente, roteiros com um ou dois pernoites em cada região, o que é bem mais recomendado para que se conheça minimamente paisagens tão complexas e fantásticas.

Uma alternativa é alugar um carro e fazer o roteiro por conta própria. As distâncias são curtas e não demora nada pular de um lugar para o outro, apesar das más condições das pistas e da sinalização ruim das estradas mato-grossenses.

<p>Cachoeira Véu de Noiva, queda de 86 metros que é o cartão-postal do parque da Chapada dos Guimarães</p>
Cachoeira Véu de Noiva, queda de 86 metros que é o cartão-postal do parque da Chapada dos Guimarães
Foto: Tales Azzi, Clarissa Donda e Victor Andrade / Viaje Mais

Chapada dos Guimarães: clima zen e muitas cachoeiras

Bastam dois dedos de prosa com um cuiabano para entender por que o pessoal da capital mato-grossense é apaixonado pela Chapada dos Guimarães – e não é só pela temperatura mais amena. A resposta é sempre a mesma: a Chapada, como é chamada pelos mais íntimos, tem uma aura diferente. Mais do que misticismo, a explicação é metafísica: acredita-se que a região, por ficar próxima do centro geodésico da América do Sul e cercada de formações geológicas e cachoeiras, seja considerada um centro de energia especial. Verdade ou não, a teoria contribui para o clima zen da cidade, onde há alguns centros de meditação, bem como aulas de ioga e terapias alternativas.

Pantanal: reino das águas e da vida selvagem

O acesso ao Pantanal pode ser feito pelas cidades de Barão de Melgaço (79 km de Cuiabá), Poconé (108 km da capital) e Cáceres (221 km da cidade). E é de Poconé que se pega o caminho rumo à famosa Rodovia Transpantaneira.

Construída na década de 1970, a estrada fazia parte dos planos de integração nacional do governo militar. O projeto original da rodovia era audacioso: atravessar o Pantanal de norte a sul, interligando Poconé a Corumbá, no Mato Grosso do Sul, trajeto que totalizaria 400 km. Mas as vazantes da maior planície alagada do planeta inviabilizaram a obra completa.

A Transpantaneira tem pista de terra e foi construída sobre aterros, de modo a ficar acima do nível das águas. Em seus 145 km de percurso, há 120 pontes, o que dá quase uma ponte a cada quilômetro – e a dimensão da complexidade do projeto. O maior problema é que, quando ela termina, não existe outro caminho para seguir. Assim, quem pega a Transpantaneira volta por ela mesma, o que não é de todo ruim, especialmente na época da cheia, quando jacarés e tuiuius dão o ar da graça no acostamento. Além da paisagem ampla e serena, há um desfile interminável de animais típicos das redondezas: capivaras, veados, tamanduás e uma variedade absurda de aves.

<p>Gruta da Lagoa Azul, que se exibe ao fim de uma trilha de 40 minutos feita em meio à vegetação de cerrado</p>
Gruta da Lagoa Azul, que se exibe ao fim de uma trilha de 40 minutos feita em meio à vegetação de cerrado
Foto: Tales Azzi, Clarissa Donda e Victor Andrade / Viaje Mais

Nobres: aquário natural

A comparação com Bonito, no Mato Grosso do Sul, é inevitável. Os motivos são vários. A começar pelos rios de águas cristalinas e cheios de peixes, onde o grande barato é fazer a flutuação. Funciona assim: munidos de máscara de snorkel e pés de pato, os turistas boiam na água, levemente empurrados pela correnteza, vendo os cardumes de peixes que nadam tranquilamente à sua frente.

Nobres também é repleta de cachoeiras e grutas de calcário, ricas em espeleotemas, como estalactites e estalagmites. São mais de 200 cavernas, sendo as mais conhecidas as do Bode, Cogumelo, Cerquinha e Lagoa Azul. Esta última é a maior e mais impressionante de todas, com uma lagoa azul-turquesa em seu interior.

Esse trecho foi retirado da revista Viaje Mais, seção Brasil, edição 145.

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