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Singapura tem um plano para combater o declínio cognitivo: pagar seus cidadãos para lerem

Este país asiático decidiu promover a leitura para combater a falta de concentração e a deterioração cognitiva.

23 set 2026 - 13h49
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Resumo
Para combater o declínio cognitivo ligado ao envelhecimento, Singapura planeja pagar cidadãos para lerem. A ciência aponta a leitura prolongada e profunda como uma ferramenta acessível e eficaz para manter o cérebro ativo e preservar a memória. No entanto, a capacidade de concentração e retenção de narrativas complexas vem diminuindo com o tempo, funcionando como um músculo mental que enfraquece sem o devido treino, o que torna incentivos governamentais essenciais para recuperar esse hábito.
@Shutterstock
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Foto: Minha Vida

Completar mais um ano de vida traz consigo uma pergunta que muitos de nós fazemos em algum momento, diante das falhas de memória que começam a nos preocupar com a idade: existe algo que possamos fazer para evitar que nossa memória e nossa agilidade mental se deteriorem tão rapidamente? A resposta da ciência, com seu crescente conjunto de evidências, é sim, e uma das ferramentas mais acessíveis para isso está disponível a todos há séculos: a leitura.

O declínio cognitivo não surge de repente. É um processo lento, ligado ao envelhecimento natural do cérebro, que pode acelerar ou desacelerar dependendo de como o mantemos ativo. E é aí que a leitura prolongada, aquela que exige acompanhar um enredo por várias páginas em vez de pular de manchete em manchete, começa a desempenhar um papel que alguns governos já decidiram levar muito a sério.

O problema é que ler não é apenas uma questão de hábito. Aliás, em conversas com amigos, muitos leitores assíduos dirão que estão lendo menos agora e que também estão achando mais difícil se concentrar. A capacidade de manter a atenção por vários minutos seguidos, acompanhar um enredo complexo ou lembrar o que aconteceu três capítulos atrás é uma habilidade cognitiva que precisa ser exercitada. E, como acontece com os músculos, ela pode se enfraquecer quando deixamos de usá-la.

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