Singapura tem um plano para combater o declínio cognitivo: pagar seus cidadãos para lerem
Este país asiático decidiu promover a leitura para combater a falta de concentração e a deterioração cognitiva.
Para combater o declínio cognitivo ligado ao envelhecimento, Singapura planeja pagar cidadãos para lerem. A ciência aponta a leitura prolongada e profunda como uma ferramenta acessível e eficaz para manter o cérebro ativo e preservar a memória. No entanto, a capacidade de concentração e retenção de narrativas complexas vem diminuindo com o tempo, funcionando como um músculo mental que enfraquece sem o devido treino, o que torna incentivos governamentais essenciais para recuperar esse hábito.
Completar mais um ano de vida traz consigo uma pergunta que muitos de nós fazemos em algum momento, diante das falhas de memória que começam a nos preocupar com a idade: existe algo que possamos fazer para evitar que nossa memória e nossa agilidade mental se deteriorem tão rapidamente? A resposta da ciência, com seu crescente conjunto de evidências, é sim, e uma das ferramentas mais acessíveis para isso está disponível a todos há séculos: a leitura.
O declínio cognitivo não surge de repente. É um processo lento, ligado ao envelhecimento natural do cérebro, que pode acelerar ou desacelerar dependendo de como o mantemos ativo. E é aí que a leitura prolongada, aquela que exige acompanhar um enredo por várias páginas em vez de pular de manchete em manchete, começa a desempenhar um papel que alguns governos já decidiram levar muito a sério.
O problema é que ler não é apenas uma questão de hábito. Aliás, em conversas com amigos, muitos leitores assíduos dirão que estão lendo menos agora e que também estão achando mais difícil se concentrar. A capacidade de manter a atenção por vários minutos seguidos, acompanhar um enredo complexo ou lembrar o que aconteceu três capítulos atrás é uma habilidade cognitiva que precisa ser exercitada. E, como acontece com os músculos, ela pode se enfraquecer quando deixamos de usá-la.
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