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UFMG cria vacina contra cocaína e crack; entenda efeito do imunizante

Vacina criada por pesquisadores da UFMG combate a dependência química e ganhou prêmio de 500 mil euros

26 out 2023 - 13h01
(atualizado às 21h45)
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Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram uma vacina contra a dependência química em cocaína e crack. Chamado de Calixcoca, o imunizante induz o sistema imune a produzir anticorpos que se ligam às drogas na corrente sanguínea. Essa ligação transforma as substâncias em uma molécula grande, que não passam pela barreira hematoencefálica, impedindo, assim, seu efeito.

UFMG cria vacina contra cocaína e crack; entenda efeito do imunizante -
UFMG cria vacina contra cocaína e crack; entenda efeito do imunizante -
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

A pesquisa inicialmente tinha financiamento dos governos federal e de Minas Gerais e de verbas de emendas parlamentares. Mas, recentemente, a iniciativa venceu o Prêmio Euro Inovação na Saúde, organizado pela multinacional farmacêutica Eurofarma, que atua em mais de 20 países. Com isso, a equipe conquistou 500 mil euros (cerca de R$ 2,6 milhões) para continuar desenvolvendo o trabalho.

O coordenador da pesquisa, professor Frederico Garcia, do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina, agradeceu à sociedade brasileira que apoiou a campanha. "Desenvolver ciência na América Latina não é fácil. A UFMG é, hoje, uma universidade que está fazendo a diferença. Só temos a agradecer o apoio da nossa reitora [Sandra Regina Goulart Almeida] e do nosso pró-reitor de Pesquisa [Fernando Reis]", celebrou.

Objetivo da vacina

O desenvolvimento da Calixcoca começou em 2015, e o principal objetivo da vacina é impedir a dependência e "recaída" dos pacientes em tratamento, isto é, "dando mais tempo para reconstruírem sua vida sem a droga", segundo Garcia. 

O projeto já passou por etapas pré-clínicas, em que a equipe constatou a segurança e eficácia para tratamento da dependência de crack e cocaína e prevenção de consequências obstétricas e fetais da exposição às drogas durante a gravidez em animais.

Em seu discurso, o Frederico ressaltou o compromisso com os pacientes que sofrem com a dependência química. "Sabemos como é difícil ter uma pessoa dependente em casa, como é sofrido para um acometido pela dependência ter que lidar com a ambivalência de usar ou não droga e como é ainda mais difícil para uma gestante dependente proteger seu feto e lidar com a dor da abstinência. Temos a missão de cuidar dessas questões", finalizou.

Saúde em Dia
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