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Tomar refrigerante zero pode aumentar risco de problema cardíaco

Consumir ao menos 2 litros da bebida por semana pode elevar probabilidade de ter "fibrilação atrial", aponta estudo

12 mar 2024 - 12h46
(atualizado às 12h47)
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Resumo
Um estudo publicado na revista científica “Circulation: Arrhythmia and Electrophysiology” sugere que o consumo de refrigerantes adoçados artificialmente pode aumentar o risco de arritmia cardíaca, enquanto sucos naturais, sem açúcar, pode estar associado à redução deste risco.
Ingestão de refrigerantes adoçados artificialmente pode aumentar risco de problema cardíaco, aponto estudo
Ingestão de refrigerantes adoçados artificialmente pode aumentar risco de problema cardíaco, aponto estudo
Foto: Chinnachart Martmoh

O consumo de refrigerantes adoçados artificialmente, conhecidos como zero, diet ou light, pode aumentar o risco de a pessoa ter um tipo de arritmia cardíaca, chamada de "fibrilação atrial", segundo um estudo publicado na revista científica "Circulation: Arrhythmia and Electrophysiology", na terça-feira (5). 

De acordo com a pesquisa, o consumo de ao menos 2 litros de refrigerantes adoçados com açúcar artificial por semana eleva em 20% a probabilidade de a pessoa contrair a doença, a longo prazo, em relação a quem não ingeriu nenhuma bebida do tipo. 

Ainda segundo o estudo, ingerir uma quantidade semelhante de bebidas com açúcar adicionado, aumenta em 10% a probabilidade de ter doença. 

Enquanto isso, beber cerca de 1 litro de sucos puros, por exemplo de laranja ou de outros vegetais, sem açúcar, pode estar associado a uma redução de 8% no risco de ter fibrilação atrial. 

A fibrilação atrial (conhecida em inglês como A-fib) é um tipo de arritmia cardíaca, em que o batimento do coração alterna entre acelerado e irregular. A condição é mais comum entre idosos. A doença é uma das principais causas do Acidente Vascular Cerebral (AVC) e pode ser um fator que contribui para o bloqueio das vias arteriais. 

A pesquisa foi realizada ao longo de 10 anos e contou com mais de 200 mil participantes, com idades variando entre 37 e 73 anos, do banco de dados "UK Biobank". 

O estudo reforça que sua metodologia é observacional e que ainda não é possível confirmar que os ritmos cardíacos irregulares foram causados pelo consumo das bebidas, mas que é mais provável prever um quadro de fibrilação atrial a partir do consumo tanto das bebidas contendo açúcares artificiais, quanto aquelas com açúcar adicionado.

Os autores do estudo recomendam que as pessoas reduzam e evitem bebidas adoçadas artificialmente e açucaradas sempre que possível.

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Fonte: Redação Terra Você
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