Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Teria coragem? Robô que acha a veia e tira sangue está liberado nos EUA

Robô que tira sangue já é realidade nos EUA. Veja como o equipamento encontra a veia, faz a coleta e o que muda com a nova tecnologia.

30 set 2026 - 10h30
(atualizado às 10h32)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
A FDA aprovou nos EUA o Aletta, robô que realiza coletas de sangue de forma autônoma em adultos. Utilizando infravermelho e ultrassom para localizar veias com precisão similar à de humanos, o dispositivo insere a agulha, enche os tubos e aplica o curativo, interrompendo a ação se houver movimentos bruscos. O procedimento exige a supervisão de um profissional, que pode monitorar até três máquinas simultaneamente, despontando como uma solução ágil para a escassez de profissionais na área da saúde.

Imagine chegar a uma clínica para fazer um exame de sangue e, em vez de um profissional procurar a veia com a agulha, um robô realizar boa parte do procedimento. Isso já deixou de ser apenas uma ideia.

Robô que tira sangue / Foto Divulgação
Robô que tira sangue / Foto Divulgação
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

A FDA, agência que regula medicamentos e dispositivos médicos nos Estados Unidos, autorizou em agosto de 2026 o Aletta, um equipamento desenvolvido para fazer a coleta de sangue de forma autônoma em adultos.

O robô que tira sangue consegue localizar uma veia, inserir a agulha, coletar as amostras e até colocar o curativo depois do procedimento.

Mas apesar da automação, um profissional treinado ainda precisa acompanhar a coleta.

Como funciona o robô que tira sangue

Antes de começar, o paciente coloca no equipamento um cartucho com os tubos de coleta já identificados e confirma sua identidade na tela. Uma luz verde ajuda a posicionar o braço corretamente, enquanto a própria interface orienta o início do procedimento.

A partir daí, o Aletta usa diferentes recursos de imagem para procurar uma veia apropriada. Entre eles estão luz próxima ao infravermelho e ultrassom, incluindo o Doppler.

A ideia é identificar a veia e diferenciá-la de outros vasos. Se o equipamento não encontrar um local considerado adequado para a punção, ele não deve simplesmente tentar a sorte.

Quando encontra uma veia apropriada, o robô prepara o local, coloca o garrote, introduz a agulha e coleta o sangue nos tubos necessários. Durante essa etapa, a agulha fica escondida da visão do paciente, enquanto os tubos são preenchidos e trocados automaticamente.

Depois, retira a agulha e coloca um curativo.

É justamente essa autonomia que diferencia o equipamento de tecnologias que apenas ajudam o profissional durante uma coleta.

O profissional continua por perto

A novidade não significa que a coleta de sangue passará a acontecer sem supervisão humana.

A autorização da FDA determina que o Aletta seja utilizado em adultos, em ambientes ambulatoriais, sob supervisão de um profissional treinado em flebotomia, área relacionada à coleta de sangue.

Uma pessoa treinada pode supervisionar até três equipamentos ao mesmo tempo.

Além disso, depois da coleta, é necessário conferir as amostras para verificar se os tubos foram preenchidos adequadamente e na ordem necessária.

O próprio equipamento também precisa ser higienizado por um profissional treinado antes de atender o próximo paciente.

E se o paciente mexer o braço?

Essa é uma das questões importantes quando uma máquina precisa introduzir uma agulha no corpo humano.

O Aletta conta com sensores que monitoram o procedimento e podem interromper a coleta diante de uma situação considerada insegura.

Se o paciente se movimentar demais, por exemplo, a agulha pode se desprender automaticamente e o procedimento é interrompido. Outros sensores também podem pausar a coleta e avisar o profissional responsável.

Na prática, portanto, a automação não significa ausência de controle.

Robô que tira sangue teve desempenho semelhante ao de profissionais

A FDA analisou dados de testes com o Aletta e informou que, quando o equipamento encontrava uma veia adequada, as taxas de sucesso da coleta eram semelhantes ou superiores às de profissionais treinados.

Os testes incluíram pessoas com diferentes condições de saúde, tons de pele e histórico de dificuldade para encontrar veias.

Segundo a agência, os problemas relacionados ao equipamento foram incomuns e geralmente leves.

O resultado chama atenção porque o equipamento pode facilitar a coleta em situações nas quais encontrar uma veia exige mais de uma tentativa.

A FDA afirma que a tecnologia também pode ajudar diante da falta de profissionais treinados para esse procedimento nos Estados Unidos.

Na União Europeia, o robô que tira sangue já é usado em ambientes clínicos como parte de estudos.

Leitura Recomendada: FIT no SUS: exame que rastreia câncer de intestino pode ser feito em casa

Fonte: SaúdeLAB
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra