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Sua cólica te impede de viver? Entenda quando pode ser endometriose

Dor intensa não deve ser normalizada e pode indicar condição que afeta milhões de mulheres

30 mar 2026 - 13h21
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Sentir cólica menstrual é comum, mas quando a dor se torna intensa e incapacitante, é preciso atenção. Muitas mulheres convivem com esse desconforto acreditando que é normal, o que pode atrasar o diagnóstico da endometriose. A condição afeta cerca de 8 milhões de brasileiras e exige acompanhamento médico.

Cólica intensa pode ser sinal de endometriose e exige avaliação médica.
Cólica intensa pode ser sinal de endometriose e exige avaliação médica.
Foto: Divulgação/Freepik / Alto Astral

Quando a cólica não é considerada normal

A endometriose acontece quando o tecido que reveste o útero cresce fora dele. Isso provoca inflamação, dor e, em alguns casos, dificuldades para engravidar.

"A endometriose é uma condição ginecológica em que o tecido que reveste a parte interna do útero cresce fora dele, causando dor, inflamação e, em alguns casos, dificuldades para engravidar. Esse tecido pode se localizar em órgãos como ovários, trompas, intestinos e bexiga", explica a ginecologista Vânia Marcella Calixtrato, que atende no Órion Complex.

Diferente da cólica comum, a dor da endometriose não melhora facilmente com analgésicos. Ela pode aparecer antes, durante e até depois da menstruação.

"Ela pode durar durante todo o ciclo menstrual, além de afetar outros momentos, como antes ou após a menstruação. Também pode ser acompanhada de outros sintomas, como dor durante as relações sexuais, sangramentos fora do ciclo e dificuldade para engravidar", destaca a médica.

Sintomas que merecem atenção

Além da cólica intensa, outros sinais podem indicar a doença:

  • Dor ao evacuar durante o período menstrual.
  • Dor ao urinar durante a menstruação.
  • Desconforto durante relações sexuais.
  • Sangramentos fora do ciclo.
  • Dificuldade para engravidar.

Se esses sintomas forem frequentes, a avaliação com ginecologista é essencial.

Diagnóstico pode demorar anos

A endometriose costuma ter diagnóstico tardio. Em média, a confirmação leva de sete a dez anos. Isso acontece porque os sintomas podem ser confundidos com outras condições.

"O exame de sangue CA-125 não é suficiente para confirmar ou descartar a endometriose, não é um exame específico. O diagnóstico definitivo depende da combinação de exames de imagem, sintomas clínicos e, muitas vezes, da laparoscopia", explica Vânia Calixtrato.

Os exames mais utilizados são a ressonância magnética e a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal.

Tratamento e qualidade de vida

O tratamento varia de acordo com cada caso. Nem sempre a cirurgia é necessária. Existem opções clínicas que ajudam no controle da dor.

Entre elas estão:

  • Analgésicos.
  • Terapias hormonais.
  • DIU hormonal.
  • Bloqueadores de estrogênio.

A cirurgia é indicada quando os sintomas não melhoram ou quando há impacto na fertilidade.

Estilo de vida também ajuda

Mudanças na rotina podem reduzir os sintomas. Alimentação e exercícios físicos são aliados importantes.

Uma dieta anti-inflamatória, rica em ômega-3, frutas e vegetais, pode ajudar. Atividades como yoga e caminhada também contribuem para o controle da dor.

"A endometriose não tem cura definitiva, mas tem controle. O acompanhamento contínuo e a conscientização de que a dor intensa não deve ser normalizada são as chaves para que milhões de mulheres retomem o controle de suas vidas", finaliza a especialista.

Alto Astral
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