Sistema nervoso pode aumentar sintomas depressivos
A depressão resistente ao tratamento pode estar associada a uma disfunção no sistema nervoso autônomo, responsável por funções involuntárias como batimentos cardíacos e respiração. O desequilíbrio entre os sistemas simpático e parassimpático gera sintomas como fadiga extrema, tonturas e alterações cardíacas, que se confundem com o quadro depressivo ou o agravam. Identificar essa alteração permite tratamentos específicos, como mudanças no estilo de vida e fisioterapia, restaurando o equilíbrio do corpo.
30 de setembro de 2026 (Bibliomed). A depressão considerada resistente ao tratamento pode, na verdade, estar relacionada a um problema no funcionamento do sistema nervoso autônomo — a parte do organismo que controla funções involuntárias, como os batimentos cardíacos, a pressão arterial, a respiração e a digestão.
Em geral, fala-se em depressão resistente quando uma pessoa continua apresentando sintomas importantes mesmo após tentar dois ou mais tratamentos antidepressivos adequados. Esses pacientes costumam sofrer por muito tempo e podem precisar de terapias mais complexas.
O sistema nervoso autônomo é o sistema que regula automaticamente várias funções do corpo, sem que precisemos pensar nelas. Ele possui dois componentes principais: Sistema Nervoso Simpático, que prepara o corpo para situações de alerta ou estresse (como aumentar a frequência cardíaca); e Sistema Nervoso Parassimpático, que ajuda o organismo a relaxar, descansar e recuperar energia. Para que o corpo funcione bem, esses dois sistemas precisam estar em equilíbrio.
O estudo sugere que algumas pessoas diagnosticadas com depressão resistente apresentam um desequilíbrio no funcionamento desses sistemas, conhecido como disfunção autonômica. Esse problema pode causar sintomas como cansaço intenso, falta de energia, dificuldade de concentração, tonturas, principalmente ao levantar, alterações na frequência cardíaca, e ação constante de mal-estar. Esses sintomas podem ser confundidos com os da depressão ou piorá-la significativamente.
De acordo com os autores, se a causa de parte dos sintomas for a disfunção do sistema nervoso autônomo, tratar apenas a depressão pode não ser suficiente. Segundo os autores, identificar esse problema permite adotar tratamentos específicos para restaurar o equilíbrio do organismo, o que pode melhorar também os sintomas depressivos. Em alguns casos, medidas como mudanças no estilo de vida, fisioterapia, exercícios supervisionados, hidratação adequada e medicamentos voltados para a disfunção autonômica podem fazer parte da abordagem, sempre com orientação médica.
Fonte: Brain Medicine. DOI: 10.61373/bm026r.0024.
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