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Síndrome de Dravet: conheça a epilepsia rara que surge na infância

A Síndrome de Dravet é um tipo raro e grave de epilepsia que costuma aparecer ainda no primeiro ano de vida, em bebês que, até então, se desenvolviam sem alterações aparentes. Saiba mais!

6 mar 2026 - 10h00
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A Síndrome de Dravet é um tipo raro e grave de epilepsia que costuma aparecer ainda no primeiro ano de vida, em bebês que, até então, se desenvolviam sem alterações aparentes. Os primeiros sinais geralmente são crises convulsivas prolongadas, que muitas vezes se associam à febre, o que inicialmente pode levar à confusão com convulsão febril comum. No entanto, com o passar do tempo o quadro se torna mais complexo, com aumento da frequência das crises e surgimento de outros sintomas neurológicos.

Por ser uma epilepsia rara e de difícil controle, a Síndrome de Dravet exige atenção especial de profissionais de saúde e familiares. Afinal, as crises tendem a não responder bem aos medicamentos usados nos tipos mais frequentes de epilepsia, o que reforça seu caráter grave. Em muitos casos, as convulsões podem ser desencadeadas por estímulos aparentemente simples. Entre eles, mudanças bruscas de temperatura, febre, excesso de luzes piscando ou até mesmo situações de estresse físico e emocional.

Do ponto de vista biológico, a Síndrome de Dravet liga-se fortemente a alterações genéticas – depositphotos.com / SSilver
Do ponto de vista biológico, a Síndrome de Dravet liga-se fortemente a alterações genéticas – depositphotos.com / SSilver
Foto: Giro 10

Síndrome de Dravet: quais são os principais sintomas?

Os sintomas da Síndrome de Dravet vão além das crises epilépticas. No início, predominam convulsões generalizadas tônico-clônicas, que muitas vezes se associam à febre alta e com longa duração, demandando atendimento de urgência. Com o avanço da doença, passam a surgir outros tipos de crises, como as crises mioclônicas, que se caracterizam por abalos rápidos nos músculos. Ou então, as crises focais, que atingem apenas parte do cérebro e podem se manifestar com queda brusca, olhar parado ou movimentos repetitivos.

Ao longo da infância, muitas crianças com Síndrome de Dravet desenvolvem dificuldades motoras e de coordenação. Entre eles, caminhar com insegurança, quedas frequentes e rigidez muscular. Ademais, também é comum o impacto no desenvolvimento cognitivo e comportamental, com atraso na fala, dificuldade de aprendizagem e alterações na interação social. Em alguns casos, podem surgir características semelhantes às observadas no transtorno do espectro autista, como pouca resposta ao contato visual e resistência a mudanças na rotina.

Qual é a causa genética da Síndrome de Dravet?

Do ponto de vista biológico, a Síndrome de Dravet liga-se fortemente a alterações genéticas. Em especial, em um gene chamado SCN1A. Esse gene é responsável por codificar uma proteína essencial para o funcionamento adequado dos canais de sódio nos neurônios, estruturas fundamentais para a condução dos impulsos elétricos no cérebro. Assim, quando há uma mutação nesse gene, a atividade elétrica cerebral pode se desorganizar, favorecendo o surgimento de crises epilépticas frequentes e de difícil controle.

Um ponto relevante é que, na maior parte dos casos, essas mutações surgem de forma espontânea. Ou seja, isso significa que a criança pode desenvolver a Síndrome de Dravet mesmo sem histórico de epilepsia grave na família. Esse fenômeno chama-se mutação "de novo". Ainda assim, a confirmação diagnóstica por meio de testes genéticos é um recurso importante. Afinal, ele ajuda a diferenciar a síndrome de outros tipos de epilepsia, orientar o tratamento e fornecer informações mais precisas sobre o risco para futuras gestações.

Diagnóstico precoce e quais são as opções de tratamento?

Reconhecer a Síndrome de Dravet o mais cedo possível é fundamental para reduzir danos ao desenvolvimento e melhorar o controle das crises. Assim, o diagnóstico costuma se basear em um conjunto de elementos: histórico clínico detalhado, tipo e frequência das convulsões, avaliação neurológica, exames de eletroencefalograma e, quando disponível, análise genética para identificar mutações no gene SCN1A. Em muitos países, centros com especialização em epilepsia rara têm desempenhado papel central na confirmação dos casos.

O tratamento envolve uma combinação de medidas. Entre os recursos utilizados, estão medicamentos antiepilépticos específicos, que tendem a ser mais eficazes para esse tipo de síndrome. Ao mesmo tempo, eles evitam fármacos que podem piorar o quadro. Em alguns pacientes, a dieta cetogênica — um plano alimentar com alto teor de gorduras e baixo consumo de carboidratos, sempre supervisionado por equipe multiprofissional — pode contribuir para reduzir a frequência das crises. Ademais, outras estratégias incluem acompanhamento regular com neurologista infantil, fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Além disso, orientações detalhadas à família sobre como agir durante uma crise.

Em alguns pacientes, a dieta cetogênica — um plano alimentar com alto teor de gorduras e baixo consumo de carboidratos, sempre supervisionado por equipe multiprofissional — pode contribuir para reduzir a frequência das crises – depositphotos.com / AntonMatyukha
Em alguns pacientes, a dieta cetogênica — um plano alimentar com alto teor de gorduras e baixo consumo de carboidratos, sempre supervisionado por equipe multiprofissional — pode contribuir para reduzir a frequência das crises – depositphotos.com / AntonMatyukha
Foto: Giro 10

Quais são os riscos e como fica a qualidade de vida?

A Síndrome de Dravet associa-se a uma série de riscos que exigem vigilância contínua. Entre eles, destacam-se o atraso global do desenvolvimento, problemas de equilíbrio e coordenação motora, maior vulnerabilidade a quedas e lesões. Além disso, há o risco de morte súbita relacionada à epilepsia (SUDEP), tema que recebe atenção crescente na comunidade médica. As crises prolongadas, sobretudo as que ocorrem durante o sono ou sem supervisão, são consideradas fatores de preocupação.

Apesar desses desafios, estudos recentes mostram que o acesso a tratamento adequado, monitoramento constante e programas de reabilitação podem favorecer uma melhor qualidade de vida para pessoas com Síndrome de Dravet. Famílias que contam com apoio psicológico, redes de suporte e informações claras tendem a lidar de forma mais organizada com o dia a dia da condição. Nesse cenário, a conscientização pública sobre a síndrome, o incentivo à pesquisa científica e o fortalecimento de associações de pacientes são apontados como caminhos importantes para ampliar o acesso a diagnóstico, terapias inovadoras e suporte social às crianças e adultos afetados pela doença.

Giro 10
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