Saúde e autoestima: como prevenir o amarelamento dos dentes
Café, cigarro e até o uso incorreto de enxaguante bucal afetam a cor dos dentes
A saúde bucal influencia autoestima e bem-estar, mas dentes amarelados podem gerar constrangimento. Entre as causas estão tabagismo, bebidas pigmentadas e higiene inadequada. A dentista Camile Pacheco destaca a importância de consultas regulares, cuidados caseiros e alerta sobre os riscos de clareamento caseiro, que podem danificar os dentes e causar sensibilidade. 🦷
A saúde bucal tem grande impacto não apenas no bem-estar, mas também na autoestima das pessoas.
De acordo com a pesquisa SB Brasil, 24,81% dos brasileiros entre 35 e 44 anos já sentiram vergonha de sorrir ou falar devido à aparência dos dentes.
Além disso, 14,82% já deixaram de ir a uma festa ou passeio por causa desse incômodo.
Nesse cenário, dentes amarelados ou escurecidos estão entre os principais fatores que afetam negativamente a confiança de alguém.
"Diversos fatores podem influenciar o escurecimento dos dentes, desde a alimentação até a falta de higiene e o envelhecimento.
No entanto, com o acompanhamento de um profissional e alguns cuidados, é possível evitar o amarelamento", esclarece Camile Pacheco, profissional de odontologia da rede AmorSaúde.
Hábitos que escurecem os dentes
"O principal factor que contribui para o amarelamento dos dentes é o tabagismo. A nicotina e o alcatrão presentes no cigarro provocam manchas intensas e persistentes em quem fuma", alerta Camile.
Segundo a dentista, existem também outros hábitos que podem contribuir para o escurecimento dos dentes. Entre eles estão:
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Higiene bucal inadequada: "o acúmulo de placa bacteriana e tártaro torna os dentes mais escuros. Ao mesmo tempo, a falta de higiene também favorece o surgimento de cáries, que podem causar manchas nos dentes", explica a profissional.
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Consumo frequente de bebidas pigmentadas: "café, chá preto, vinho tinto, refrigerantes e alimentos com alta pigmentação favorecem o escurecimento dos dentes. Isso acontece porque esses alimentos contêm cromógenos, substâncias pigmentadas que aderem à superfície dental. Além disso, bebidas ácidas podem provocar alterações no esmalte dos dentes, tornando-os mais suscetíveis ao acúmulo de pigmentos", alerta a dentista.
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Uso excessivo de enxaguantes bucais: "esses produtos podem conter antissépticos potentes que ajudam a tratar a gengivite, mas também podem reagir com pigmentos de alimentos. Sendo assim, o ideal é evitar o uso contínuo e prolongado de enxaguantes", detalha a profissional.
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Envelhecimento natural: "com o tempo, o esmalte dos dentes se torna mais fino e evidencia a dentina, que é naturalmente mais amarelada. Evitar bebidas ácidas e escovar os dentes de forma suave pode ajudar o esmalte a se manter por mais tempo", finaliza Camile.
A dentista diz que é necessário consultar um profissional para descobrir a real causa do problema.
"É importante lembrar que a tonalidade dos dentes varia naturalmente entre as pessoas, e nem todo dente levemente amarelado está associado a problemas", ressalta.
Como evitar o amarelamento?
A principal forma de prevenir o problema é manter consultas regulares ao consultório.
"De forma geral, recomenda-se que adultos e crianças realizem consultas odontológicas preventivas a cada seis meses. Entretanto, a frequência pode variar de acordo com as necessidades individuais", afirma Camile.
Os profissionais realizam limpezas periódicas, removem manchas e indicam tratamentos clareadores quando há necessidade. Para adotar em casa, a especialista lista ótimos hábitos de prevenção:
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Escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia sem agressividade.
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Utilizar fio dental diariamente.
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Reduzir o consumo excessivo de bebidas e alimentos muito pigmentados.
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Evitar o tabagismo.
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Beber água após consumir café, vinho ou refrigerantes para ajudar a remover resíduos.
O perigo das receitas e produtos caseiros
Camile ressalta ainda que é necessário tomar muito cuidado com técnicas caseiras de clareamento e produtos de farmácia.
"Os cremes dentais clareadores não promovem um clareamento real da estrutura dentária.
Na maioria dos casos, eles contam com um aumento da abrasividade, o que favorece a remoção de manchas superficiais, sem alterar a cor intrínseca dos dentes, e que podem causar desgaste do esmalte, o que facilita o acúmulo de pigmentos", explica a dentista.
O mesmo se aplica às fitas clareadoras vendidas livremente, que trazem riscos à saúde bucal.
"Esses produtos podem, de fato, clarear o dente, por conterem agentes à base de peróxidos.
No entanto, quando utilizadas sem acompanhamento profissional, podem causar sensibilidade, irritação gengival e resultados estéticos irregulares, especialmente quando há restaurações", alerta.
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