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Sarcoma de Ewing: o câncer raro que afeta jovens e adolescentes

Sarcoma de Ewing é um tipo de câncer ósseo raro que atinge principalmente crianças, adolescentes e adultos jovens.

25 fev 2026 - 13h03
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Sarcoma de Ewing é um tipo de câncer ósseo raro que atinge principalmente crianças, adolescentes e adultos jovens. Esse tumor costuma aparecer nos ossos das pernas, braços, bacia ou costelas. Além disso, ele também pode surgir em tecidos moles próximos ao osso. Como essa doença pode evoluir rápido, a identificação precoce dos sintomas direciona o tratamento de forma mais eficiente.

Em geral, médicos diagnosticam o sarcoma de Ewing com mais frequência entre os 10 e 20 anos de idade, embora alguns casos ocorram fora dessa faixa. Homens jovens sofrem um impacto ligeiramente maior, e a doença aparece com mais frequência em certas populações. Mesmo sendo raro, ele representa um dos principais tipos de câncer ósseo em crianças e adolescentes. Por isso, especialistas em centros de oncologia dedicam bastante atenção a esse tumor.

Sarcoma de Ewing: sintomas mais comuns

Os sintomas do sarcoma de Ewing costumam começar de forma discreta e muitos familiares confundem essas queixas com dores de crescimento. Além disso, algumas pessoas relacionam os sinais a contusões de esporte ou a problemas ortopédicos simples. O sinal mais frequente consiste na dor persistente no osso afetado, que pode piorar à noite ou com atividades físicas. Com o tempo, a região pode ficar inchada, quente e sensível ao toque, o que chama mais a atenção de familiares e profissionais de saúde.

Além da dor e do inchaço, alguns pacientes apresentam dificuldade para movimentar o membro afetado, mancar ao andar ou perda de força. Em situações mais avançadas, o osso fica fragilizado, o que aumenta o risco de fraturas com traumas leves. Outros sinais gerais, como febre baixa prolongada, cansaço, perda de peso e falta de apetite, também podem aparecer. Esses sintomas sistêmicos costumam surgir especialmente quando a doença já se dissemina para outros locais.

Entre os sintomas relacionados ao sarcoma de Ewing, os profissionais de saúde observam com frequência:

  • Dor óssea contínua que não melhora com repouso;
  • Inchaço visível ou caroço próximo ao osso;
  • Vermelhidão ou aumento de temperatura local;
  • Dificuldade para apoiar o membro ou caminhar;
  • Fraturas após pequenos impactos;
  • Febre leve, fadiga e perda de peso sem explicação clara.

O que causa o Sarcoma de Ewing?

A causa exata do sarcoma de Ewing ainda permanece desconhecida. Diferente de alguns outros tipos de câncer, esse tumor não se relaciona, em geral, com hábitos de vida específicos, como alimentação, fumo ou álcool. O principal fator associado envolve uma alteração genética adquirida nas células do tumor, em geral uma troca de material entre dois cromossomos, conhecida como translocação.

Na maior parte dos casos, ocorre uma fusão entre os genes EWSR1 e FLI1 ou genes parecidos. Essa fusão cria uma proteína anormal que interfere no funcionamento normal da célula. Como consequência, ela estimula a multiplicação descontrolada e dá origem ao sarcoma de Ewing. Essa mudança genética acontece ao longo da vida da pessoa e, em regra, não passa de pais para filhos. Portanto, esse câncer geralmente não se classifica como um tumor familiar.

Até o momento, pesquisadores não encontraram evidência forte de que exposição a substâncias específicas cause esse tipo de tumor. Da mesma forma, a radiação comum do dia a dia não parece provocar esse câncer. Por isso, especialistas consideram o sarcoma de Ewing uma doença de origem multifatorial. Ele se relaciona principalmente a erros aleatórios que surgem durante a divisão celular, sem um culpado direto identificável.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento do Sarcoma de Ewing?

O diagnóstico do sarcoma de Ewing geralmente começa com uma avaliação clínica diante de dor óssea persistente e inchaço. Em seguida, o médico solicita exames de imagem, como radiografia, tomografia e ressonância magnética. Esses exames ajudam a localizar o tumor e a avaliar sua extensão no osso e nos tecidos moles próximos. Para confirmar o tipo de câncer, o especialista precisa realizar uma biópsia. Nesse procedimento, a equipe coleta um fragmento do tecido e o analisa ao microscópio, além de solicitar testes genéticos específicos.

O tratamento do sarcoma de Ewing costuma ser combinado e ocorre em centros especializados em oncologia pediátrica ou de adolescentes. As principais estratégias incluem:

  1. Quimioterapia sistêmica: os médicos utilizam esse recurso antes e depois da cirurgia ou radioterapia para reduzir o tumor e combater células que possam ter se espalhado;
  2. Cirurgia oncológica: quando existe essa possibilidade, a equipe busca retirar o tumor com margem de segurança, preservando o máximo de função do membro;
  3. Radioterapia: a equipe recorre a essa técnica quando a cirurgia não se mostra viável ou como complemento, para controlar células residuais locais.

Em alguns casos, especialistas indicam protocolos de alta intensidade, com quimioterapia mais forte e eventual transplante de células-tronco hematopoéticas. Além disso, nos últimos anos, pesquisadores vêm investigando terapias-alvo e imunoterapia para sarcoma de Ewing. No entanto, esses recursos ainda não se encontram amplamente disponíveis como tratamento padrão em 2026.

Qual é o grau de letalidade do Sarcoma de Ewing?

O grau de letalidade do sarcoma de Ewing varia bastante conforme o estágio da doença no momento do diagnóstico, a localização do tumor e a resposta ao tratamento. Quando o tumor permanece restrito ao local de origem, sem sinais de metástase, as taxas de sobrevida em cinco anos podem chegar a cerca de metade ou mais dos pacientes. Esses números variam de acordo com o protocolo adotado e com a estrutura de tratamento disponível.

Quando já existem metástases, especialmente em pulmões, outros ossos ou medula óssea, o cenário se torna bem mais delicado. Nesses casos, as chances de controle a longo prazo diminuem de forma importante, mesmo com tratamento intensivo. Por isso, a detecção precoce e o encaminhamento rápido a serviços especializados se tornam pontos centrais para tentar reduzir a letalidade.

Além disso, outros fatores influenciam o prognóstico, como idade, tamanho do tumor, possibilidade de remoção cirúrgica completa e presença de recidivas. Em alguns estudos, crianças menores tendem a apresentar respostas um pouco melhores. Em contraste, tumores muito volumosos ou localizados em áreas de difícil acesso cirúrgico representam um desafio maior e exigem planejamento cuidadoso.

Quem descobriu o Sarcoma de Ewing e por que esse nome?

O sarcoma de Ewing recebeu esse nome em referência ao patologista americano James Stephen Ewing. Em 1921, ele descreveu de forma detalhada um tipo específico de tumor ósseo que se diferenciava de outros já conhecidos na época, como o osteossarcoma. Ao analisar o comportamento, a aparência ao microscópio e a faixa etária acometida, Ewing identificou uma entidade distinta e organizou critérios para reconhecer esse tumor.

Com o tempo, outros estudos confirmaram que aquele grupo de tumores possuía características próprias, tanto no aspecto histológico quanto em alterações genéticas específicas. Dessa forma, a comunidade científica consolidou o termo "Sarcoma de Ewing" em homenagem ao pesquisador. O nome, portanto, reflete a contribuição de James Ewing para o entendimento dos cânceres ósseos e para a classificação moderna desses tumores.

Hoje, especialistas reconhecem o sarcoma de Ewing como parte de uma família de tumores relacionados, que compartilham alterações genéticas semelhantes. Apesar de raro, esse câncer conta com protocolos de tratamento bem estabelecidos, o que permite planejamento terapêutico mais organizado e acompanhamento próximo. Dessa maneira, as equipes buscam sempre prolongar a vida e manter o máximo de funcionalidade possível para crianças e adolescentes afetados.

ossos_depositphotos.com / IgorVetushko
ossos_depositphotos.com / IgorVetushko
Foto: Giro 10
Giro 10
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