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Rinite, asma e dermatite: conheça as alergias mais comuns e os cuidados necessários

Especialista alerta para os riscos das alergias mais comuns e destaca a importância do acompanhamento médico para evitar complicações

14 jun 2026 - 04h59
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Alergias são comuns em todo o mundo
Alergias são comuns em todo o mundo
Foto: Marina Vol/iStock

Quem nunca sofreu com uma rinite chata ou alguma coceira na pele que descobriu ser uma dermatite? Pois bem, essas são algumas das alergias mais comuns em todo o mundo e podem afetar pessoas de qualquer idade. Elas acontecem como uma resposta exagerada do sistema imunológico a uma substância estranha ao corpo. 

Para a conscientização de autoridades, profissionais de saúde e a população sobre a importância de prevenir, diagnosticar e tratar doenças alérgicas, é realizada todos os anos a Semana Mundial da Alergia, que em 2026 tem como tema ‘Cuidado com a Alergia é Cuidado Essencial’. 

Ao Terra, a médica alergista e imunologista, Fátima Rodrigues Fernandes, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), aponta que essas doenças inflamatórias podem acontecer em quase qualquer parte do corpo, como sistema respiratório, digestivo e pele, seja por:

  • alimentos;
  • medicamentos;
  • pelos de animais;
  • ácaro;
  • látex;
  • picadas de insetos;
  • estresse emocional;
  • e até exercícios físicos;

“Cada vez mais a gente nota um número crescente dessas alergias, não só no Brasil, mas no mundo como um todo por vários fatores. Os ambientes mais fechados que a gente vive, a industrialização de alimentos que podem ser desencadeantes das alergias alimentares, por exemplo, as mudanças climáticas que impactam também nas doenças do aparelho respiratório principalmente, a urbanização, o fato de a gente morar cada vez mais encaixotado em ambientes menos ventilados, menos arejados, menos ensolarados”, cita. 

Considerando todas as doenças alérgicas, a rinite corresponde de 30 a 40% da população no mundo todo, principalmente entre crianças e adolescentes
Considerando todas as doenças alérgicas, a rinite corresponde de 30 a 40% da população no mundo todo, principalmente entre crianças e adolescentes
Foto: Freepik

E é importante ficar de olho, pois muitas delas podem levar à morte, caso não sejam tratadas, como a asma e as alergias alimentares.

Rinite

Segundo a especialista, existe uma prevalência de rinite, considerando todas as doenças alérgicas, de 30 a 40% da população no mundo todo, principalmente entre crianças e adolescentes. 

Geralmente, ela aparece por substâncias alérgenas que estão dispersas no ar, como poeira, ácaros, mofo, pólens e pelos de animais, que levam o paciente a apresentar quadro de espirro, coceira no nariz, entupimento e coriza. 

“Esses casos pioram nessa época do ano, no outono e no inverno, porque o ar fica mais seco, e esses alérgicos não se depositam, porque chove menos e acabam contaminando mais as pessoas”, exemplifica.

O quadro pode piorar ainda com a virose, também comum nesta época do ano, tornando os sintomas mais fortes, o que também pode levar a outras doenças, como sinusite ou otite, e fazer o paciente precisar recorrer ao atendimento médico. 

Asma

Com uma incidência menor, cerca de 15% a 20% da população, sobretudo a pediátrica, a asma pode sofrer os mesmos agravos do que a rinite com mudanças de temperatura e a dispersão de alérgenos no ar, e fumaça, como a do cigarro. Entre os sintomas, estão chiado no peito, tosse, falta de ar, e sensação de aperto na região do tórax. 

“Quando junta o tabagismo e a asma, essas pessoas vão ficar muito mais doentes o tempo todo e isso vai ter repercussões lá na idade adulta, no final da vida, onde eles podem ter um enfisema pulmonar, câncer pulmonar e ter toda essa saúde respiratória muito mais comprometida”, ressalta Fátima Rodrigues. 

Tanto para rinite e asma, o ideal é manter o ambiente doméstico sempre limpo e arejado, além de manter a carteirinha de vacinação em dia, para evitar complicações. 

Dermatite atópica

Além das respiratórias, outra alergia bem comum é a dermatite atópica, uma doença inflamatória crônica, que acomete a pele. Ela tem uma prevalência maior em adolescentes e crianças – cerca de 10% dessa população —, que pode variar desde algo muito leve ou muito grave, que chega a atrapalhar o sono e a sociabilização. 

Imagem meramente ilustrativa de uma mão com erupções cutâneas
Imagem meramente ilustrativa de uma mão com erupções cutâneas
Foto: iStock

Entre os sintomas estão a secura, coceira, lesões avermelhadas, podendo evoluir para uma infecção. “Esse é o tipo de doença que impacta muito a qualidade de vida da pessoa. A gente vê com frequência os pacientes com dermatite atópica se isolando, não querendo aparecer quando tem lesões visíveis, não querendo ir à praia, não querendo usar roupas mais abertas no verão”, aponta a especialista. 

E ela pode interferir e muito na qualidade de vida, não só pelo que pode causar na autoestima do paciente, mas no incômodo físico também. 

Alergias alimentares

Elas surgem diante de hábitos alimentares ruins, como o consumo de alimentos industrializados, que podem levam à inflamação da mucosa intestinal, fazendo com que ela perca a barreira protetiva que impede essa inflamação. 

Quais tipos de alimentos podem desencadear reações alérgicas?
Quais tipos de alimentos podem desencadear reações alérgicas?
Foto: Gerenme / iStock

Conforme explica a médica, os alimentos que estão mais frequentemente envolvidos em crianças com alergia alimentar são o leite de vaca, o ovo, a soja, o trigo, amendoim e outras castanhas, além de frutos do mar. Mas adultos não estão livres de desenvolvê-las. 

“Em relação a essas alergias graves, os alimentos são desencadeantes importantes, principalmente na infância”. 

Medicamentos e picadas de inseto

Outra alergia considerada grave é à medicamentos e alguns insetos venenosos, como abelha, vespa ou marimbondo. “As duas levam a possibilidade da anafilaxia [reação alérgica grave] e esse tipo de condição é uma condição emergencial que deve ser feito o resgate imediato para que essa pessoa não tenha um desfecho ruim”, destaca a médica. 

Independente de qual alergia acometer o paciente, a recomendação é sempre procurar por atendimento médico especializado para apontar o tratamento adequado. 

Fonte: Portal Terra
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