Quando até a pomada íntima vira risco de doping
Quando até a pomada íntima pode virar doping: entenda quais substâncias proibidas ameaçam jogadores de futebol de elite e por quê
Quando até a pomada íntima vira risco de doping: o alerta que o futebol de elite não pode ignorar
O controle antidoping no futebol de elite vai além de exames de sangue e urina. Em 2025, atletas de alto rendimento lidam com uma rotina em que até remédios simples passam por avaliação. Nesse contexto, o relato de que o Real Madrid acompanha o uso de pomada íntima por Vini Jr chama atenção para um ponto pouco conhecido: produtos de uso local também entram na lista de substâncias vigiadas.
A rotina de um jogador de seleção envolve treinos intensos, viagens constantes e exames frequentes. Por isso, equipes médicas monitoram qualquer medicamento, inclusive cremes e pomadas. Pequenos descuidos podem gerar um teste positivo e comprometer a carreira. Assim, clubes de ponta exigem que o atleta comunique o uso de qualquer produto, mesmo um aparentemente inofensivo, como uma pomada íntima.
Por que uma pomada íntima pode virar caso de doping?
A pomada íntima pode representar risco porque parte dela entra na circulação. O organismo absorve certas substâncias ativas pela pele ou pela mucosa. Em seguida, o corpo distribui essas substâncias pelo sangue. Se algum componente estiver na lista da Agência Mundial Antidoping (WADA), o exame pode acusar doping.
Além disso, alguns produtos farmacêuticos combinam diferentes agentes. O rótulo destaca apenas a função principal, como antifúngica ou anti-inflamatória. Porém, a fórmula pode incluir corticoides potentes, anestésicos locais e até derivados hormonais. Dessa forma, o atleta se expõe sem perceber. Por isso, comissões médicas verificam a bula, o princípio ativo e a forma de aplicação antes de liberar o uso.
Quais substâncias dessas pomadas são proibidas no futebol?
A palavra-chave principal nesse debate é doping no futebol. Em pomadas íntimas, alguns grupos de substâncias exigem cuidado especial. Entre os mais relevantes, aparecem os corticoides sistêmicos, alguns anestésicos locais, certos hormônios e estimulantes. O risco aumenta quando o produto permite absorção significativa pela pele ou pela mucosa genital.
De forma geral, as substâncias mais sensíveis em pomadas íntimas envolvem:
- Corticosteroides fortes, como betametasona e clobetasol, em formulações com alta potência e uso prolongado.
- Anestésicos locais, por exemplo lidocaína e prilocaína, quando presentes em alta concentração.
- Derivados hormonais, ainda que raros, usados em tratamentos específicos.
- Substâncias vasodilatadoras, às vezes incluídas em produtos para aumento de sensibilidade.
Nem toda presença desses agentes gera infração. A WADA considera dose, via de administração e contexto. Porém, laboratórios detectam traços mínimos. Assim, equipes técnicas evitam qualquer margem para dúvida. No futebol profissional, a orientação padrão determina: o jogador só usa pomada, creme ou gel com liberação expressa do departamento médico.
Como o controle antidoping funciona na prática?
Os médicos do clube seguem a Lista de Substâncias Proibidas, atualizada todo ano. Em 2025, essa lista mantém o foco em anabolizantes, hormônios, estimulantes e moduladores hormonais. No entanto, também inclui certos corticoides por via sistêmica e algumas substâncias usadas em anestésicos. Assim, qualquer nova prescrição passa por checagem minuciosa.
Na prática, o controle costuma seguir etapas bem definidas:
- O atleta relata sintomas, como coceira ou irritação na região íntima.
- O médico avalia o quadro e suspeita de infecção ou alergia.
- Em vez de indicar um produto comum de farmácia, o médico consulta a lista antidoping.
- Depois disso, escolhe uma pomada com princípios ativos liberados e baixa absorção sistêmica.
- Por fim, registra o medicamento no prontuário do atleta e na ficha do clube.
Esse passo a passo reduz o risco de sanções. Também evita alegações de desconhecimento, que raramente afastam punições. As entidades esportivas consideram o atleta responsável pelo que entra em seu organismo, independentemente da intenção.
Que tipos de pomadas íntimas pedem maior atenção?
Nem toda pomada íntima oferece o mesmo risco para o futebol de alto nível. Produtos simples, com agentes antifúngicos isolados, costumam ter menor impacto. Já formulações combinadas levantam mais alerta. Normalmente, a atenção aumenta quando o rótulo traz termos como "tríplice ação", "corticóide associado" ou "anestésico local".
Em linhas gerais, os cuidados se concentram em três grupos:
- Pomadas com corticoides: reduzem inflamação, mas podem gerar presença detectável no exame, dependendo da dose e da via.
- Pomadas com anestésicos: aliviam dor rápida, porém alguns compostos entram na categoria de substâncias controladas.
- Produtos para desempenho sexual: podem incluir vasodilatadores ou estimulantes com impacto cardiovascular.
Por essa razão, clubes de ponta adotam um protocolo simples: o atleta não compra pomada por conta própria. Em vez disso, ele comunica qualquer desconforto e aguarda a indicação segura. Dessa forma, o risco de testar positivo diminui.
Como o jogador pode se proteger de um doping acidental?
O futebol atual exige que o profissional trate a própria rotina como um ambiente médico controlado. Até itens aparentemente banais, como suplementos, chás e pomadas, passam por filtro rigoroso. Assim, o atleta que atua em alto nível segue algumas diretrizes básicas para evitar resultado adverso em exames antidoping.
Entre as medidas mais comuns, destacam-se:
- Consultar sempre o departamento médico antes de usar qualquer medicamento.
- Evitar automedicação, mesmo em casos de irritação leve ou desconforto íntimo.
- Guardar prescrições e embalagens de produtos aprovados pelo clube.
- Informar médicos externos sobre a necessidade de respeitar as regras antidoping.
- Verificar atualizações anuais da lista de substâncias proibidas.
Dessa forma, o episódio envolvendo o monitoramento de uma simples pomada íntima ajuda a ilustrar o grau de controle em torno do doping no futebol. A rotina de exames deixará de lado cada vez menos detalhes. E a tendência aponta para um cenário em que qualquer produto de uso pessoal, por menor que pareça, passará pelo crivo dos profissionais responsáveis pela integridade esportiva.