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Pubalgia pode indicar problema no quadril e requer atenção

Médico alerta que dores persistentes na região podem indicar alterações no quadril e exigem diagnóstico precoce para evitar complicações

14 jul 2026 - 13h25
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Resumo
A pubalgia, comum entre esportistas, causa dor na virilha e pode estar ligada a problemas no quadril, como impacto femoroacetabular. Especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce para evitar complicações e manter a qualidade de vida. O tratamento varia de fisioterapia a artroscopia, com altas taxas de recuperação. 🏃‍♀️💪

Quem pratica esportes como futebol, corrida, beach tennis ou cross training já deve ter ouvido falar da pubalgia. A condição costuma provocar dor na virilha e frequentemente é tratada como uma simples lesão muscular. No entanto, especialistas alertam que, em muitos casos, a verdadeira origem do problema está no quadril.

Dor na virilha durante os treinos nem sempre é muscular e pode indicar alterações na articulação do quadril – Foto: Shutterstock
Dor na virilha durante os treinos nem sempre é muscular e pode indicar alterações na articulação do quadril – Foto: Shutterstock
Foto: Saúde em Dia

Segundo o ortopedista e cirurgião de quadril Dr. Thiago Fuchs, alterações mecânicas na articulação podem sobrecarregar a região da pelve e da virilha, fazendo com que a dor persista por meses quando a causa não é identificada corretamente.

"A dor na virilha não deve ser considerada normal, principalmente quando persiste por semanas ou meses. Quanto mais cedo identificamos a causa, maiores são as chances de evitar a progressão da lesão, preservar a articulação do quadril e devolver ao paciente uma vida ativa e sem limitações", explica.

Pubalgia pode esconder um problema no quadril

A pubalgia é uma das principais causas de dor na região da virilha entre atletas profissionais e amadores. Estudos internacionais apontam que a condição acomete entre 4% e 19% dos jogadores profissionais de futebol, enquanto cerca de 55% dos atletas apresentam algum episódio de dor no quadril ou na virilha ao longo de um ano.

Nos últimos anos, pesquisas também identificaram uma forte relação entre a pubalgia e o impacto femoroacetabular, uma alteração estrutural do quadril que modifica a mecânica dos movimentos.

"Hoje sabemos que uma parcela importante dos casos de pubalgia está associada ao impacto femoroacetabular. Quando existe essa alteração mecânica, o organismo passa a compensar os movimentos, gerando sobrecarga nas estruturas da pelve, da virilha e da musculatura", afirma o Dr. Thiago Fuchs.

Em um dos estudos, sinais dessa alteração foram encontrados em até 86% dos atletas com dor púbica.

Quais esportes apresentam maior risco?

Embora seja bastante conhecida entre jogadores de futebol, a pubalgia também pode afetar quem pratica:

  • Corrida;
  • Beach tennis;
  • Tênis;
  • Artes marciais;
  • Cross training;
  • Esportes de quadra.

Os sintomas costumam surgir de forma gradual. No início, a dor aparece apenas após treinos intensos, mas pode evoluir até limitar caminhadas, subir escadas e outras atividades do dia a dia.

Como é feito o tratamento?

Quando o diagnóstico acontece nas fases iniciais, o tratamento costuma ser conservador, com fisioterapia especializada, fortalecimento da musculatura do core e do quadril, exercícios de mobilidade e correção dos padrões de movimento.

Já nos casos em que existe uma alteração estrutural importante, a artroscopia do quadril pode ser indicada. O procedimento é minimamente invasivo e apresenta índices de retorno ao esporte próximos de 90%, permitindo que muitos atletas retomem as atividades sem dor.

Não ignore a dor na virilha

Além do tratamento, a prevenção também faz diferença. Fortalecimento muscular, ganho de mobilidade, correção de desequilíbrios biomecânicos e avaliação médica diante de dores persistentes ajudam a reduzir o risco de complicações.

Para o Dr. Thiago Fuchs, normalizar o desconforto pode atrasar o diagnóstico e comprometer tanto o desempenho esportivo quanto a qualidade de vida.

"Hoje dispomos de recursos diagnósticos avançados e tratamentos altamente eficazes. O mais importante é não normalizar a dor e procurar ajuda especializada o quanto antes", conclui.

Saúde em Dia
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