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Por que emagrecer pode ser tão difícil? Fatores além da dieta explicam

Dieta e exercícios são importantes para emagrecer, mas o peso corporal também sofre influência de hormônios, genética, sono, medicamentos e outras condições de saúde

11 ago 2026 - 18h56
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Resumo
Emagrecer envolve mais do que dieta e exercícios: genética, metabolismo, sono, estresse, medicamentos e doenças podem influenciar. Cada organismo responde de forma única, e o processo exige paciência. Mudanças no estilo de vida, sono adequado e suporte médico são essenciais para superar desafios e adotar uma abordagem sustentável para a saúde. 🏋️‍♂️🌿

Quem tenta emagrecer pode se frustrar ao perceber que o peso não diminui como esperado.

Entenda como funciona o corpo
Entenda como funciona o corpo
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Mesmo com mudanças na alimentação e prática de exercícios, algumas pessoas têm mais dificuldade para perder gordura.

Isso não significa falta de esforço ou disciplina.

O emagrecimento é influenciado por diversos fatores. A alimentação e a atividade física são importantes.

Porém, genética, metabolismo, sono, estresse, medicamentos e doenças também podem interferir no peso.

Por isso, entender como o organismo funciona é importante para encontrar uma estratégia adequada.

Como funciona o emagrecimento?

O peso corporal está relacionado ao equilíbrio entre a energia consumida e a energia gasta pelo organismo.

Os alimentos fornecem calorias. O corpo utiliza essa energia para manter funções básicas, realizar atividades do dia a dia e praticar exercícios.

Quando o consumo de energia fica abaixo do gasto por um período, o organismo pode utilizar parte das reservas de gordura. Isso favorece a perda de peso.

Mas esse processo não acontece de maneira igual para todo mundo.

O metabolismo, a composição corporal e os hábitos de cada pessoa influenciam o resultado.

Por que algumas pessoas não conseguem emagrecer?

Existem várias possíveis explicações.

A dieta pode não estar adequada

Uma alimentação considerada saudável nem sempre resulta em déficit energético.

Porções, bebidas, lanches e outros alimentos consumidos ao longo do dia também entram nessa conta.

Além disso, dietas muito restritivas podem ser difíceis de manter. O melhor plano alimentar é aquele que pode ser seguido de forma consistente e adequada às necessidades individuais.

O organismo pode se adaptar

Durante o processo de emagrecimento, o corpo passa por adaptações.

Com a perda de peso, o gasto energético pode diminuir. Isso pode tornar a continuidade do processo mais difícil.

Por esse motivo, é comum que o emagrecimento desacelere depois de um período inicial.

Isso não significa que a pessoa tenha feito algo errado.

Sono ruim também pode atrapalhar

Dormir pouco está relacionado ao aumento do peso.

A falta de sono pode aumentar a fome e favorecer o consumo de alimentos mais calóricos. Para adultos, a recomendação geral é dormir de sete a nove horas por noite.

Por isso, cuidar do sono também faz parte de uma rotina voltada para o controle do peso.

Estresse pode influenciar o peso

O estresse prolongado também merece atenção.

Além de afetar o sono e a rotina, ele pode modificar o comportamento alimentar.

Algumas pessoas passam a comer mais quando estão ansiosas ou estressadas. Outras enfrentam dificuldades para manter uma rotina de alimentação e exercícios.

Cuidar da saúde mental pode, portanto, fazer parte do tratamento.

Medicamentos podem ter influência

Alguns medicamentos podem favorecer o ganho de peso ou dificultar sua perda.

Entre eles estão determinados remédios usados para tratar epilepsia, depressão, transtornos psicóticos, diabetes e hipertensão. Corticoides também podem influenciar o peso.

Isso não significa que a pessoa deva interromper um tratamento.

Se houver suspeita de que um medicamento esteja interferindo no peso, a orientação é conversar com o médico.

Algumas doenças também interferem

Condições de saúde podem contribuir para o ganho de peso ou dificultar o emagrecimento.

Entre os exemplos estão hipotireoidismo, síndrome dos ovários policísticos, síndrome de Cushing e depressão.

Por isso, quando existe dificuldade persistente para emagrecer, uma avaliação profissional pode ser importante.

E a genética?

A genética também participa do controle do peso.

Os genes podem influenciar o apetite, o armazenamento de gordura e até o nível de atividade física espontânea.

Além disso, pessoas com histórico familiar de obesidade podem apresentar maior predisposição para desenvolver a doença.

Isso mostra que o peso não depende apenas de escolhas individuais.

O que é obesidade?

A obesidade é uma doença crônica. Segundo o Ministério da Saúde, ela tem origem multifatorial e envolve fatores biológicos, sociais, ambientais e comportamentais.

Isso significa que não é correto resumir a condição à ideia de comer demais ou fazer pouco exercício.

A obesidade pode aumentar o risco de problemas como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão, doença hepática e alguns tipos de câncer.

O diagnóstico deve considerar o conjunto da saúde da pessoa. O índice de massa corporal (IMC) pode ser utilizado como uma ferramenta de avaliação, mas não analisa sozinho a quantidade e a distribuição da gordura corporal.

Exercícios são importantes para emagrecer?

Sim.

A atividade física aumenta o gasto energético. Também ajuda na manutenção da massa muscular e pode contribuir para a manutenção do peso perdido.

Além disso, os benefícios vão muito além da balança.

Caminhada, corrida, bicicleta, musculação e outras atividades podem melhorar o condicionamento físico e reduzir o risco de diversas doenças.

Para adultos, uma referência geral é acumular pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada. O volume pode variar de acordo com os objetivos e as condições de saúde.

O que fazer quando o peso não diminui?

O primeiro passo é evitar dietas cada vez mais restritivas por conta própria.

Uma avaliação com médico e nutricionista pode ajudar a identificar os fatores que estão dificultando o emagrecimento.

Também é importante analisar o sono, o nível de atividade física, os medicamentos utilizados, a alimentação e possíveis condições de saúde.

Em alguns casos, o tratamento da obesidade pode incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos e, quando indicado, cirurgia metabólica ou bariátrica. A escolha depende da avaliação individual.

Emagrecer não deve ser uma corrida

Cada organismo responde de uma maneira.

O objetivo não deve ser apenas diminuir o número da balança. Melhorar a saúde, preservar a massa muscular, controlar doenças e desenvolver hábitos sustentáveis também são importantes.

Se dieta e exercícios não estão trazendo o resultado esperado, isso não significa que você não esteja se esforçando o suficiente.

Pode ser um sinal de que é preciso investigar outros fatores e ajustar o tratamento com acompanhamento profissional.

Saúde em Dia
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