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Perniose: como proteger sua pele do frio e evitar complicações

A perniose é uma alteração da pele causada principalmente pela exposição ao frio e à umidade, que provoca inflamação dolorosa em extremidades do corpo, como dedos das mãos e dos pés, orelhas e nariz. Saiba mais sobre o quadro e veja como se proteger dele.

13 mar 2026 - 10h30
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A perniose é uma alteração da pele causada principalmente pela exposição ao frio e à umidade, que provoca inflamação dolorosa em extremidades do corpo, como dedos das mãos e dos pés, orelhas e nariz. Trata-se de uma resposta extrema dos pequenos vasos sanguíneos ao frio, que pode gerar manchas arroxeadas, inchaço, coceira e até feridas superficiais. Embora seja mais frequente em regiões de clima frio e em meses de inverno, também pode aparecer em locais de temperatura amena quando há má circulação ou proteção inadequada contra o frio.

Esse problema de pele costuma ser temporário, mas tende a reaparecer a cada temporada de frio se nada for feito para prevenir. Ademais, a perniose afeta pessoas de diferentes idades, porém é mais comum em mulheres jovens e adultos magros. Em geral, não associa-se a risco de vida, mas pode indicar fragilidade da circulação periférica ou estar ligada a outras condições de saúde. Por isso, a observação atenta dos sintomas e dos fatores que favorecem o surgimento das lesões é importante para orientar os cuidados diários.

A perniose é uma vasculopatia de frio, ou seja, uma alteração dos vasos sanguíneos provocada pelo frio – depositphotos.com / Inokos
A perniose é uma vasculopatia de frio, ou seja, uma alteração dos vasos sanguíneos provocada pelo frio – depositphotos.com / Inokos
Foto: Giro 10

O que é perniose e como ela se manifesta?

A palavra-chave principal neste tema é perniose, também conhecida como "eritema pérnio" ou "frieira" de inverno na linguagem popular. Trata-se de uma vasculopatia de frio, ou seja, uma alteração dos vasos sanguíneos provocada pelo frio. Quando a pele é exposta a baixas temperaturas, os pequenos vasos se contraem para preservar o calor interno. Em algumas pessoas, essa contração é intensa e prolongada, seguida de uma dilatação desorganizada quando a área volta a aquecer. Esse movimento irregular prejudica a circulação local e leva à inflamação dos tecidos.

As lesões de perniose costumam aparecer de horas a até um dia após a exposição ao frio e são mais comuns em:

  • Dedos dos pés e das mãos;
  • Orelhas e ponta do nariz;
  • Calcanhares e dorso dos pés;
  • Coxas ou pernas em pessoas que usam roupas muito justas ao frio.

Quais são as causas e fatores de risco da perniose?

A causa central da perniose é a combinação de frio e umidade, que desencadeia uma reação exagerada dos vasos sanguíneos da pele. No entanto, nem todas as pessoas expostas ao clima frio desenvolvem o problema. Alguns fatores aumentam o risco de surgimento das lesões, como alterações vasculares, características da pele e condições de saúde pré-existentes.

Entre os principais fatores de risco estão:

  • Temperaturas baixas associadas à umidade (chuva, neve, garoa, ambiente úmido);
  • Circulação periférica comprometida ou tendência a pés e mãos gelados;
  • Tabagismo, que prejudica a microcirculação;
  • Uso de roupas apertadas, que dificultam o fluxo sanguíneo;
  • Baixo índice de massa corporal, com pouca gordura subcutânea;
  • Histórico familiar de perniose ou de doenças vasculares;
  • Condições associadas, como lúpus, crioglobulinemia e doenças autoimunes.

Em alguns casos, a perniose secundária pode estar ligada a outras doenças sistêmicas. Nesses cenários, o frio funciona como um gatilho adicional. Por isso, a avaliação médica é relevante quando as lesões são recorrentes, extensas ou surgem fora do período de inverno.

Quais são os sintomas típicos da perniose?

Os sintomas de perniose costumam ser localizados e afetam principalmente as áreas expostas ao frio. Os quadros clássicos incluem:

  • Manchas ou placas avermelhadas, arroxeadas ou azuladas na pele;
  • Inchaço discreto a moderado na região afetada;
  • Sensação de queimação, ardência ou dor ao toque;
  • Coceira intensa em algumas pessoas;
  • Pele mais fria ao redor das lesões.

Em situações mais intensas, podem aparecer bolhas ou pequenas feridas (úlceras superficiais), que aumentam o risco de infecção. As lesões, em geral, melhoram em uma a três semanas, desde que a área seja protegida do frio e recebam os cuidados básicos. Muitas vezes, os sintomas retornam a cada nova exposição inadequada às baixas temperaturas.

Os sintomas de perniose costumam ser localizados e afetam principalmente as áreas expostas ao frio – depositphotos.com / split271992.gmail.com
Os sintomas de perniose costumam ser localizados e afetam principalmente as áreas expostas ao frio – depositphotos.com / split271992.gmail.com
Foto: Giro 10

Como se proteger do frio e prevenir a perniose?

A prevenção da perniose está diretamente ligada à proteção térmica adequada e à melhora da circulação periférica. Medidas simples no dia a dia podem reduzir significativamente o aparecimento das lesões, principalmente nas pessoas que já tiveram episódios anteriores.

Algumas estratégias práticas de proteção incluem:

  1. Vestir-se em camadas: usar várias peças leves em vez de uma peça única muito grossa ajuda a manter o calor e permite ajustar a roupa conforme a temperatura.
  2. Proteger extremidades: luvas, meias térmicas, gorros, protetores de orelha e calçados fechados e secos são fundamentais em dias frios.
  3. Evitar umidade: trocar meias e calçados molhados rapidamente e optar por materiais que permitam a respiração da pele.
  4. Não aquecer de forma brusca: após o frio, evitar aproximar as mãos e pés de fontes de calor muito intensas, como água quase fervendo ou aquecedores, para não agravar a inflamação.
  5. Manter ambientes aquecidos: sempre que possível, manter a casa ou o local de trabalho com temperatura confortável.

Quais dicas ajudam a melhorar a circulação e reduzir crises?

Além de se proteger do frio, a melhora da circulação sanguínea nas extremidades ajuda a diminuir o risco de perniose. Pequenas mudanças na rotina podem favorecer o fluxo de sangue e a oxigenação da pele.

Entre as medidas que podem contribuir estão:

  • Atividade física regular: caminhadas, alongamentos e exercícios leves estimulam a circulação nas pernas e pés.
  • Evitar ficar parado por muito tempo: alternar momentos sentado e em pé, mexendo dedos e tornozelos.
  • Não cruzar as pernas por muitas horas: essa postura pode comprimir vasos e reduzir o fluxo sanguíneo.
  • Parar de fumar: o tabaco estreita os vasos e piora a circulação periférica.
  • Hidratar a pele: cremes hidratantes ajudam a manter a barreira cutânea íntegra, protegendo contra o frio e o ressecamento.

Em alguns casos, profissionais de saúde podem recomendar meias de compressão, especialmente para pessoas com doenças venosas ou que permanecem longos períodos em pé.

Quais são as possíveis complicações da perniose?

Na maioria dos casos, a perniose é uma condição autolimitada e melhora com medidas simples. No entanto, quando não há cuidado adequado, podem surgir complicações, como:

  • Formação de bolhas dolorosas;
  • Úlceras superficiais de difícil cicatrização;
  • Infecções bacterianas da pele (como celulite);
  • Marcas residuais ou alterações de cor na pele.

Quando a perniose está associada a doenças sistêmicas, as lesões podem ser mais extensas, recorrentes ou resistentes ao tratamento comum, exigindo investigação mais aprofundada.

Como é feito o tratamento da perniose?

O tratamento da perniose tem dois objetivos principais: aliviar os sintomas e evitar novos episódios. Em quadros leves, apenas proteger a área do frio, manter a pele seca e usar roupas adequadas já traz melhora. Em alguns casos, o médico pode indicar cremes calmantes ou anti-inflamatórios tópicos para reduzir dor e coceira.

Quando há maior comprometimento, podem ser utilizados medicamentos que favorecem a circulação nos pequenos vasos, como vasodilatadores específicos, sempre com prescrição. Se existirem feridas ou sinais de infecção, podem ser necessários curativos, antibióticos tópicos ou orais e acompanhamento mais frequente. Nos casos de perniose recorrente ou suspeita de doença associada, o especialista (geralmente dermatologista ou reumatologista) investiga condições autoimunes ou vasculares e ajusta o tratamento conforme o diagnóstico.

Quando procurar um médico em casos de perniose?

A orientação médica é recomendada sempre que houver dúvida sobre o diagnóstico ou quando as lesões forem intensas. Alguns sinais merecem atenção especial:

  • Dor intensa e persistente nas áreas afetadas;
  • Feridas que não cicatrizam ou pioram com o passar dos dias;
  • Presença de secreção, mau cheiro ou calor local, sugerindo infecção;
  • Manchas em outras partes do corpo não expostas ao frio;
  • Febre ou mal-estar associado às lesões.

Em resumo, a perniose é uma reação da pele ao frio que pode ser controlada com prevenção adequada, atenção à circulação e tratamento orientado por profissionais de saúde quando necessário. A observação do próprio corpo e a adoção de cuidados simples no dia a dia contribuem para reduzir o impacto dessa condição durante os períodos de baixa temperatura.

Giro 10
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