Percentual de gordura supera IMC na avaliação de saúde, aponta estudo
Nutricionista revela a importância de avaliar a sua composição corporal para a saúde
Estudo destaca a relevância de monitorar o percentual de gordura para avaliar a saúde de forma mais precisa do que o IMC. Além de evitar complicações metabólicas, o acompanhamento ajuda a entender melhor a composição corporal e a prevenir doenças. A nutricionista Fernanda Lopes explica a importância de observar fatores como idade, sexo e distribuição de gordura no corpo. 🩺
Reduzir o percentual de gordura virou uma meta frequente. O objetivo é comum entre quem busca emagrecer ou ganhar definição muscular. No entanto, buscar o menor índice possível nem sempre representa saúde.
A balança não mostra tudo o que acontece dentro do corpo. Por isso, é fundamental observar outros fatores além do peso total registrado.
Estudo revela novo panorama na saúde
Um estudo recente analisou dados de 16.918 adultos de diversas idades. A pesquisa foi incluída na edição de 2025 da The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.
Os resultados mostraram um alerta importante sobre o corpo humano. O percentual de gordura indica melhor o risco de síndrome metabólica. A medida supera até mesmo a precisão do famoso Índice de Massa Corporal.
O que diz a especialista
Segundo a nutricionista e responsável técnica da Six Clinic, Fernanda Lopes, a medição oferece informações muito precisas. "A balança revela quantos quilos uma pessoa tem", explica a profissional.
"Porém, não esclarece quanto disso é massa muscular, líquidos ou tecido adiposo", complementa. Conhecer a distribuição facilita a identificação de alterações que passariam despercebidas.
Confira cinco razões para observar esse parâmetro na sua rotina:
1. O peso não revela toda a composição
O número registrado soma músculos, ossos, água, órgãos e tecido adiposo. Pessoas com o mesmo peso podem ter composições corporais totalmente diferentes.
"A balança informa apenas quantos quilos uma pessoa tem", afirma Fernanda. "Por isso, acompanhar o parâmetro orienta estratégias mais adequadas para cada paciente", complementa.
2. Cada organismo responde de uma forma
Sexo, idade e nível de atividade física influenciam diretamente o resultado. Comparar números com outras pessoas pode levar a expectativas irreais.
"As faixas de referência servem como orientação para o paciente. Porém, não devem ser encaradas como meta igual para todos", orienta a nutricionista.
3. O excesso aumenta o risco de doenças
O tecido adiposo influencia o metabolismo, hormônios e os processos inflamatórios. O acúmulo acima do recomendado favorece alterações graves na saúde diária.
"Esse acompanhamento permite identificar alterações precocemente na vida", explica a especialista. A medida aumenta as chances de prevenir complicações de saúde futuras.
4. O local onde a gordura se concentra importa
A forma como o tecido adiposo se distribui também interfere bastante. A gordura visceral, localizada nos órgãos, apresenta maior risco cardiometabólico.
"A circunferência da cintura complementa muito bem essa avaliação médica", destaca. O conjunto das informações oferece uma visão global do seu corpo.
5. A evolução vai muito além da estética
Existem diferentes ferramentas modernas para acompanhar a composição corporal atualmente. Um exemplo é a bioimpedância, que avalia líquidos e massa magra.
"O exame deve ser interpretado em conjunto com a avaliação clínica", compartilha. O acompanhamento regular com nutricionistas constrói hábitos saudáveis e duradouros.
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