Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Nascidos entre 1950 e 1970 podem ter mais resiliência emocional; estudo explica razões

Capacidade de lidar com frustrações, mudanças e períodos de incerteza aparece associada às experiências vividas antes da era digital

21 out 2026 - 15h37
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Um estudo na BMJ Mental Health revela que pessoas nascidas entre 1950 e 1970 têm mais resiliência emocional que os mais jovens. A pesquisa atribui isso ao contexto da época: menor volume de estímulos imediatos, necessidade de lidar com frustrações e relações sociais presenciais que exigiam adaptação. Em contraste, a juventude atual é mais exposta ao imediatismo digital. Contudo, os autores destacam que a resiliência não é inata à geração e pode ser desenvolvida com autonomia e paciência.

Pessoas nascidas entre 1950 e 1970 apresentaram maior resiliência emocional na comparação com grupos mais jovens, segundo um estudo publicado na revista científica BMJ Mental Health. O resultado sugere que determinadas experiências comuns a essas gerações podem ter contribuído para uma maior capacidade de enfrentar pressão, mudanças e períodos de incerteza.

Resiliência pode ter sido favorecida por hábitos, relações presenciais e experiências comuns a quem cresceu antes da hiperconectividade
Resiliência pode ter sido favorecida por hábitos, relações presenciais e experiências comuns a quem cresceu antes da hiperconectividade
Foto: Canva Equipes/David Stanciu's Images / Bons Fluidos

Os pesquisadores não atribuem essa diferença apenas à idade. A análise considera também o ambiente em que essas pessoas cresceram, marcado por menos estímulos imediatos e por relações sociais construídas de forma diferente das atuais.

Resiliência e forma de enfrentar frustrações

Uma das explicações está na necessidade de conviver, desde cedo, com situações sem solução ou recompensa imediata. Esperar, lidar com contratempos e encontrar alternativas fazia parte da rotina sem o mesmo volume de distrações disponíveis hoje.

Outro fator envolve a vida social. Antes da presença constante das redes digitais, conversas, conflitos e vínculos dependiam principalmente do contato direto. Esse tipo de convivência pode ter favorecido habilidades de negociação, tolerância e adaptação.

Além disso, de acordo com a pesquisa, quem nasceu nesse período atravessou transformações profundas no trabalho, na tecnologia e na própria organização da sociedade. A sucessão de mudanças pode ter exigido mais flexibilidade ao longo da vida.

O que muda para as gerações mais novas?

Ademais, o estudo chama atenção para um cenário bastante diferente entre os mais jovens. Segundo os pesquisadores, exposição contínua a notificações, comparações e respostas quase instantâneas pode reduzir as oportunidades de lidar com espera e frustração de forma gradual.

Ainda assim, os pesquisadores não tratam a resiliência como uma característica exclusiva de determinada geração. Ela pode ser desenvolvida ao longo da vida, principalmente por meio de experiências que estimulem autonomia, relações de confiança e capacidade de enfrentar dificuldades sem buscar soluções imediatas.

Por isso, o ano de nascimento não determina sozinho o equilíbrio emocional. O contexto familiar, a educação e as experiências pessoais continuam exercendo influência sobre a forma como cada pessoa reage às adversidades.

Bons Fluidos
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra