Lipedema: corrida é indicada ou deve ser evitada?
Especialista explica como escolher a atividade física ideal para aliviar as dores e reduzir o inchaço
O lipedema é uma condição crônica que causa acúmulo anormal de gordura, principalmente em pernas e braços, gerando dor e desconforto. Exercícios como caminhada, natação e pilates são indicados, mas correr não é proibido em todos os casos. O impacto da atividade deve ser avaliado por um fisioterapeuta para garantir segurança e alívio dos sintomas. 🏃♀️💪
A prática de atividade física ajuda muito no controle do lipedema. Essa condição crônica causa o acúmulo anormal de gordura pelo corpo. O problema atinge principalmente a região das pernas e dos braços. O quadro clínico pode causar dores, hematomas e sensação de peso.
Apesar dos benefícios do exercício regular, uma dúvida comum sempre surge. Afinal, as pessoas que receberam esse diagnóstico médico podem realmente correr?
A corrida é totalmente proibida?
Para a coordenadora de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, Beatriz Berenchtein, não existe uma resposta única para isso. "A corrida não é proibida para quem tem lipedema", explica.
No entanto, a indicação depende bastante do estágio da doença crônica. A intensidade dos sintomas e o condicionamento físico do paciente importam. "O impacto pode aumentar a dor e o desconforto", alerta. Isso ocorre principalmente quando a atividade inicia sem o devido preparo.
Os exercícios físicos mais indicados
A caminhada é uma excelente opção inicial e possui baixo impacto. Essa prática simples ajuda a melhorar toda a circulação do corpo. A natação e a hidroginástica também são modalidades bastante recomendadas. A pressão da água favorece o retorno venoso e o linfático.
Esse processo natural ajuda a aliviar rapidamente o inchaço das articulações. A musculação bem orientada fortalece a musculatura e melhora a estabilidade. O pilates trabalha muito o fortalecimento, a postura e a mobilidade. Além disso, a bicicleta estimula todo o condicionamento do coração.
Cuidados com o alto impacto
A corrida não precisa ser descartada de forma imediata da rotina. Pacientes com sintomas mais leves e bom condicionamento físico podem treinar. Já quem apresenta dor intensa precisa evitar o impacto inicialmente. Atividades com saltos repetitivos podem agravar o desconforto físico das alunas.
"Cada caso deve ser avaliado individualmente", reforça a fisioterapeuta. O principal objetivo é promover ganhos reais de saúde com segurança. A meta é encontrar uma atividade sem aumentar os sintomas locais. O acompanhamento de um fisioterapeuta foca no alívio direto dessas dores.
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