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Infecções respiratórias: higiene nasal pode ajudar a reduzir crises

Limpar o nariz com soro pode ajudar a reduzir infecções respiratórias. Veja como fazer, frequência ideal e cuidados para crianças e adultos.

4 mar 2026 - 17h06
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As infecções respiratórias tendem a subir em dois momentos clássicos. Na volta às aulas e nas mudanças de estação, elas circulam mais.

Foto: Reprodução/Shutterstock
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Foto: Saúde em Dia

Nesse cenário, um hábito simples ganhou espaço nas orientações médicas. A higiene nasal, feita com solução salina, virou aliada de prevenção. A prática costuma ser lembrada em crises de rinite e sinusite. No entanto, ela também pode ajudar antes do problema aparecer.

A otorrinolaringologista Cristiane Passos Dias Levy, do Hospital Paulista, explica o porquê. "A higiene nasal consiste na lavagem das cavidades nasais com solução salina. Quando mantemos a mucosa limpa e hidratada, favorecemos esse sistema".

Por que a higiene nasal pode reduzir infecções respiratórias

O nariz é a porta de entrada do sistema respiratório.

E também funciona como um filtro contra poeira, vírus e poluentes.

Quando a mucosa está ressecada, esse filtro perde eficiência.

Com isso, aumenta o desconforto e a chance de secreções acumularem.

A higiene nasal ajuda a remover impurezas e micro-organismos.

Além disso, facilita a eliminação de secreções que ficam "presas".

Esse conjunto pode reduzir irritações e crises recorrentes.

E ainda melhora a sensação de nariz livre no dia a dia.

Crianças: por que a lavagem nasal ganha destaque na escola

Na escola, a circulação viral costuma ser maior.

As crianças também têm mais contato próximo e compartilham espaços.

Por isso, o cuidado preventivo vira um diferencial.

A lavagem nasal pode reduzir carga viral e melhorar a limpeza local.

Dra. Cristiane chama atenção para o risco de complicações.

"A lavagem nasal pode ajudar a reduzir a carga viral", diz.

Ela também cita benefícios práticos em quadros repetidos.

"Contribui para diminuir o risco de complicações, como sinusites e otites", completa.

Quando fazer higiene nasal e qual a frequência ideal

A higiene nasal pode entrar na rotina como um hábito fixo.

Em geral, a orientação é fazer duas a três vezes ao dia.

Esse ritmo é mais útil em períodos de clima seco.

Também ajuda quando a poluição está alta ou há mais circulação de vírus.

A recomendação vale para diferentes idades.

Mas a técnica e o volume precisam se adaptar a cada fase.

Em bebês e crianças pequenas, o cuidado deve ser redobrado.

Nesses casos, orientação profissional faz diferença para segurança.

Sinais de que o nariz está pedindo ajuda

Nariz entupido com frequência é um sinal clássico.

Secreção espessa e sensação de "peso" também costumam aparecer.

Em algumas pessoas, há coceira e espirros recorrentes.

Em outras, o incômodo é mais silencioso, com ressecamento e ardor.

A higiene nasal pode aliviar esses sinais.

E pode ajudar a manter conforto respiratório ao longo do dia.

Passo a passo para higiene nasal correta e segura

Fazer do jeito certo evita desconforto.

E aumenta a chance de a lavagem ser realmente eficaz.

A Dra. Cristiane orienta atenção especial à força do jato.

"A lavagem deve ser feita com movimentos suaves", recomenda.

Ela reforça um cuidado essencial durante a aplicação.

"Evite pressão excessiva para não causar desconforto ou lesões", completa.

Quantidade de solução salina por narina

Com seringa: 10 a 20 ml por narina.

Com jato contínuo: 3 a 10 segundos por narina.

Com garrafinha (120 a 240 ml): média de 10 a 20 ml por narina.

A referência é usar o suficiente para lavar sem machucar.

E respeitar as orientações do próprio dispositivo escolhido.

Como aplicar sem aumentar pressão no ouvido

Incline o tronco levemente para frente, cerca de 15 graus.

Em seguida, abra a boca e respire pela boca.

Esse detalhe ajuda a proteger os ouvidos.

Ele reduz a pressão no canal que liga nariz e ouvido.

Depois, posicione a ponta do aplicador na narina.

Vede bem a entrada, mas sem pressionar o septo.

Incline a cabeça cerca de 30 graus para o lado oposto.

Assim, o líquido entra por um lado e sai pelo outro.

Aplique de forma suave e constante.

Se necessário, repita três a quatro vezes em cada narina.

Erros comuns que atrapalham a higiene nasal

Pressionar forte demais é o erro mais comum.

Além de doer, pode irritar a mucosa.

Outro erro é lavar com a cabeça para trás.

Isso aumenta desconforto e pode dar sensação ruim na garganta.

Também é importante não fazer "correndo".

A lavagem funciona melhor quando o movimento é controlado.

Higiene nasal não substitui prevenção, mas soma pontos

A lavagem nasal não é solução única.

Ela entra como estratégia complementar para reduzir infecções respiratórias.

Vacinação e higiene das mãos seguem como pilares.

Ainda assim, pequenos hábitos podem melhorar o resultado final.

Dra. Cristiane resume essa lógica de cuidado cotidiano.

"Pequenos hábitos incorporados à rotina fazem diferença", conclui.

O ganho aparece no conforto e na constância.

E isso é valioso em épocas de vírus circulando por todo lado.

Um hábito simples que pode virar rotina de saúde

A higiene nasal é barata, rápida e fácil de adaptar.

Por isso, faz sentido como apoio na prevenção de infecções respiratórias.

A dica é começar com frequência moderada.

E observar o corpo em semanas mais secas ou cheias de viroses.

Se os sintomas persistirem, procure avaliação médica.

Assim, o cuidado deixa de ser tentativa e vira estratégia bem orientada.

Saúde em Dia
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