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Hidrocefalia causa atrasos no desenvolvimento da criança

Entenda o que é hidrocefalia, quais são as causas e como identificar a doença. Conheça os tratamentos disponíveis para corrigir o problema.

12 nov 2015
15h43
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A hidrocefalia é o acúmulo excessivo de líquido cefalorraquidiano (LCR) dentro do crânio. Isso leva à dilatação dos ventrículos e ao inchaço cerebral, o que pode comprometer o desenvolvimento intelectual da .

O problema possui causas variadas e pode aparecer na vida intrauterina (hidrocefalia congênita), ser adquirida ao longo da infância ou até mesmo aparecer na fase adulta. Em todos os casos, o diagnóstico precoce é de extrema importância para que o tratamento seja efetivo e consiga prevenir danos cerebrais

Como identificar a hidrocefalia

Todo o cérebro é envolvido pelo LCR, que é responsável por hidratar e proteger o órgão. Esse líquido está presente também dentro do cérebro, em algumas cavidades que são chamadas de ventrículos. O acúmulo excessivo de LCR causa a dilatação dos ventrículos, caracterizando a hidrocefalia.

Problema deve ser tratado o quanto antes para evitar deficiências.
Problema deve ser tratado o quanto antes para evitar deficiências.
Foto: iStock/Getty Images / Vivo Mais Saudável

Nos casos de hidrocefalia congênita, ou que ocorre logo após o nascimento, as causas podem ser desenvolvimento anormal do sistema nervoso central, que pode obstruir o fluxo de fluído cerebrospinal; sangramento dentro dos ventrículos, uma possível complicação de parto prematuro; infecção no útero durante a gravidez, como rubéola ou sífilis, que pode causar inflamação nos tecidos cerebrais do feto.

Outros fatores que podem contribuir para a doença incluem lesões ou tumores no cérebro ou na medula espinal; infecções no sistema nervoso central, como meningite bacteriana ou caxumba; sangramento no cérebro decorrente de ou traumatismo craniano.

Em recém-nascidos ou crianças pequenas, os sintomas que podem ser identificados são irritabilidade, letargia ou , apneias ou paradas respiratórias, alteração do formato do crânio, cabeça grande ou que cresce rapidamente, fontanela dilatada (“moleira” aberta, abaulada e tensa) e atraso do desenvolvimento neuropsicomotor.

Já nas crianças mais velhas, os sintomas incluem dor de cabeça, dificuldade para enxergar, letargia ou sonolência excessiva, aumento anormal da cabeça, náuseas ou vômitos, equilíbrio instável, má coordenação, falta de apetite e convulsões.

A hidrocefalia pode ainda evoluir de forma lenta e ir prejudicando o cérebro aos poucos, causando problemas de aprendizagem, de concentração, de raciocínio lógico, de memória de curto prazo, de coordenação, de organização e de motivação. Dificuldades de localização têmporo-espacial e na visão também são percebidas.

Como tratar o problema

Os principais objetivos do tratamento da hidrocefalia são reduzir e prevenir danos cerebrais, buscando corrigir o fluxo de LCR. Na maioria dos casos, a doença é tratada com derivações, popularmente conhecidas como válvulas. Esses tubos flexíveis são colocados no cérebro para redirecionar o fluxo de líquido para outra parte do corpo, como para a barriga, onde ele pode ser absorvido.

Já a neuroendoscopia é feita por meio de um furo no crânio, em que são feitos procedimentos para que o líquido circule mais facilmente. A técnica tem a vantagem de tratar a doença sem que um material estranho tenha de ser colocado dentro do corpo, mas nem sempre é possível utilizá-la.

Quando ocorre o diagnóstico, é indicado procurar um neurocirurgião para esclarecer todas as dúvidas com relação à gravidade do problema e à melhor forma de corrigi-lo. Se não for tratada precocemente e da forma adequada, a doença pode provocar complicações como deficiência intelectual e retardo do desenvolvimento mental e físico.

Após o tratamento, o paciente deve realizar regulares para certificar-se de que não há problemas adicionais. Em geral, são feitos exames periodicamente para verificar o desenvolvimento da criança e saber se há problemas intelectuais, neurológicos ou físicos.

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