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Gordura no fígado: veja quais alimentos priorizar e quais evitar no tratamento da doença

Escolhas alimentares equilibradas podem contribuir para a saúde metabólica e reduzir fatores associados à progressão da esteatose

18 ago 2026 - 17h02
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A esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado, ocorre quando há acúmulo excessivo de gordura nas células do órgão. Muitas vezes, a condição não provoca sintomas no início, mas pode evoluir para inflamação, fibrose e outras complicações quando não é acompanhada e tratada adequadamente. Por isso, identificar o quadro e adotar mudanças no estilo de vida são medidas importantes.

A alimentação pode ajudar no controle da gordura no fígado
A alimentação pode ajudar no controle da gordura no fígado
Foto: RossHelen | Shutterstock / Portal EdiCase

Segundo a nutróloga Dra. Mariana Wogel, o fígado é um órgão diretamente influenciado pelo padrão alimentar. Dietas ricas em açúcar, ultraprocessados, bebidas adoçadas e gordura em excesso favorecem o acúmulo de gordura hepática e pioram a resistência à insulina, um dos mecanismos mais associados à doença.

A médica explica que a alimentação tem papel central nesse processo e pode ser decisiva na melhora do quadro. "O tratamento começa pela rotina alimentar. Não existe fórmula isolada capaz de reverter a gordura no fígado se a pessoa continua comendo de forma desorganizada e mantendo sobrecarga metabólica", afirma.

Alimentação aliada no controle da doença

Na avaliação da nutróloga, a base da alimentação deve ser formada por alimentos in natura ou minimamente processados. Verduras, legumes, frutas, feijões e grãos integrais ajudam no controle da glicemia, aumentam a saciedade e fornecem fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes que favorecem a saúde hepática.

As proteínas também ocupam lugar importante no manejo da esteatose. Ovos, peixes, frango e cortes magros de carne contribuem para preservar a massa muscular durante o emagrecimento e fornecem nutrientes envolvidos no metabolismo das gorduras, como colina e metionina. Para a médica, esse equilíbrio é essencial porque o tratamento da gordura no fígado não depende só de perder peso, mas de melhorar a composição corporal.

As gorduras saudáveis também devem fazer parte da dieta de pacientes com esteatose hepática
As gorduras saudáveis também devem fazer parte da dieta de pacientes com esteatose hepática
Foto: Plateresca | Shutterstock / Portal EdiCase

Gorduras que podem fazer parte da dieta

Embora o excesso de gordura saturada deva ser evitado, isso não significa cortar toda a gordura da alimentação. Azeite de oliva extravirgem, abacate, amêndoas, sardinha e salmão podem fazer parte da dieta em quantidades adequadas, por reunirem gorduras de melhor qualidade e perfil mais favorável ao metabolismo.

"Quando bem ajustadas, algumas fontes de gordura ajudam no equilíbrio da alimentação e podem contribuir dentro de um plano alimentar estruturado. O problema está no excesso e na escolha frequente de produtos ultraprocessados", explica a Dra. Mariana Wogel.

Alimentos que devem ser evitados

Na lista do que merece redução, estão refrigerantes, sucos industrializados, doces, biscoitos recheados, frituras, embutidos, carnes muito gordurosas, queijos amarelos e álcool. Esses itens favorecem inflamação, picos de glicemia, resistência à insulina e maior depósito de gordura no fígado.

A especialista reforça que as bebidas alcoólicas merecem atenção especial. Em pacientes com esteatose, o consumo costuma ser reduzido ao máximo ou suspenso, a depender da avaliação clínica.

Atividade física também é importante

Além da alimentação, a prática regular de atividade física é parte importante da estratégia para reverter a gordura no fígado. Exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida e bicicleta, contribuem para a melhora da saúde metabólica e podem reduzir a gordura acumulada no fígado. Quando combinados com treino de força, também contribuem para preservar músculos e melhorar o metabolismo.

A perda de peso gradual, quando indicada, é outro fator que pode trazer melhora significativa. Mesmo reduções moderadas já podem impactar positivamente o fígado e outros marcadores metabólicos. "Não se trata de uma mudança pontual, mas de um conjunto de ajustes que precisam ser sustentáveis. A melhora do fígado acompanha a melhora do estilo de vida como um todo", diz a Dra. Mariana Wogel.

Acompanhamento médico é fundamental

A esteatose hepática muitas vezes é descoberta em exames de rotina, sem sintomas no início. Quando o quadro aparece associado a sobrepeso, diabetes, colesterol alto ou triglicerídeos elevados, a investigação precisa ser mais ampla, segundo a médica.

O ponto central, destaca a Dra. Mariana Wogel, é entender que a gordura no fígado costuma ser um sinal de desequilíbrio metabólico. Por isso, o tratamento exige olhar para alimentação, composição corporal, atividade física e acompanhamento médico individualizado.

Por Paulo Novais

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