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Banana, aveia e outros alimentos podem ajudar a aliviar os sintomas da gastrite autoimune

Por causa da doença, é importante priorizar alimentos de fácil digestão e evitar aqueles que possam irritar o estômago

18 ago 2026 - 16h31
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Dor ou queimação no estômago, sensação de estufamento, náuseas e desconforto após as refeições costumam ser associados à gastrite. No entanto, nem toda gastrite tem a mesma origem. Enquanto a forma mais comum está relacionada à infecção pela bactéria Helicobacter pylori, ao uso prolongado de medicamentos anti-inflamatórios ou a hábitos alimentares inadequados, a gastrite autoimune ocorre quando o próprio sistema imunológico ataca as células da mucosa do estômago. 

A alimentação exerce um papel importante no controle dos sintomas da gastrite autoimune
A alimentação exerce um papel importante no controle dos sintomas da gastrite autoimune
Foto: Orawan Pattarawimonchai | Shutterstock / Portal EdiCase

Embora a alimentação não trate a doença, uma dieta equilibrada pode ajudar a minimizar os sintomas e contribuir para uma melhor qualidade de vida. Segundo Priscila Bernardes, professora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, o cardápio deve priorizar alimentos de fácil digestão e evitar aqueles que possam irritar o estômago ou piorar os sintomas.

"A alimentação não substitui o tratamento médico, mas exerce um papel importante no controle dos sintomas. A escolha dos alimentos pode ajudar a reduzir o desconforto gástrico, principalmente quando leva em consideração a tolerância individual e conta com acompanhamento nutricional", explica. 

A seguir, confira alguns alimentos que podem fazer parte da rotina de quem convive com a gastrite autoimune.

1. Banana

A banana possui textura macia e é considerada um alimento de fácil digestão. Além disso, contém fibras solúveis, que ajudam no funcionamento intestinal e tendem a causar menos irritação ao estômago.

2. Aveia

Rica em fibras solúveis, especialmente betaglucanas, a aveia contribui para o bom funcionamento do sistema digestivo e pode favorecer uma sensação prolongada de saciedade. O ideal é consumi-la sem excesso de açúcar ou acompanhamentos muito gordurosos.

3. Legumes cozidos

Abobrinha, chuchu, cenoura, mandioquinha e abóbora costumam ser bem tolerados porque apresentam textura mais macia após o cozimento e exigem menor esforço digestivo. "Preparações cozidas, assadas ou no vapor costumam ser melhor aceitas pelo estômago do que alimentos fritos ou muito condimentados", orienta a especialista.

4. Carnes magras

Frango sem pele, peixes e cortes magros de carne bovina fornecem proteínas importantes para o organismo e podem ser opções bem toleradas quando preparados de forma simples e com pouca gordura.

Os iogurtes naturais podem fazer parte da dieta de quem tem gastrite autoimune, desde que sejam bem tolerados
Os iogurtes naturais podem fazer parte da dieta de quem tem gastrite autoimune, desde que sejam bem tolerados
Foto: DONOT6_STUDIO | Shutterstock / Portal EdiCase

5. Iogurtes naturais e alimentos fermentados

Quando bem tolerados, iogurtes naturais podem fazer parte da alimentação e são fontes de proteínas e cálcio. A tolerância, porém, pode variar de pessoa para pessoa e deve ser acompanhada por um profissional.

6. Mamão

Além de ser uma fruta de fácil digestão, o mamão contém fibras e bastante água, favorecendo o funcionamento do trato gastrointestinal.

7. Água

Embora não seja um alimento, manter uma boa hidratação é essencial para o funcionamento do organismo e pode contribuir para o bem-estar digestivo.

O acompanhamento com um profissional é sempre importante

Apesar das recomendações, Priscila Bernardes ressalta que as necessidades nutricionais variam de acordo com cada organismo, tornando a individualização do plano alimentar um fator importante para alcançar resultados de forma adequada.

"Não existe uma dieta única para todos os pacientes. Cada organismo responde de maneira diferente; por isso, é importante observar a tolerância individual e contar com o acompanhamento de um nutricionista para elaborar um plano alimentar adequado às necessidades de cada pessoa", finaliza.

Por Luana Figueiredo

Portal EdiCase
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