Existe diferença entre gripe comum e H1N1? Entenda
Subtipo do vírus influenza oferece mais riscos a crianças, gestantes, idosos e pessoas imunocomprometidas
Um colégio na zona oeste de São Paulo decidiu suspender as aulas de uma turma do ensino fundamental nesta quinta-feira, 19, após identificar o aumento de casos de H1N1 entre os alunos. O objetivo, de acordo com a instituição, é frear a transmissão do vírus na comunidade escolar.
A doença é um tipo de gripe, ou seja, uma infecção do sistema respiratório causada pelo vírus influenza, mas sua gravidade tende a ser maior em idosos e outros grupos vulneráveis tanto na manifestação dos sintomas quanto nos riscos de complicação.
No total, existem quatro tipos de vírus influenza conhecidos: A, B, C e D. As gripes comuns, que aparecem sazonalmente, são causadas pelos tipos A e B. Entre as variações do vírus influenza tipo A, está a H1N1. Em 2009, uma variante desse vírus potencialmente mais transmissível e letal causou uma pandemia, colocando o mundo em alerta.
Desde então, foram desenvolvidos vacina e medicamento (Tamiflu) contra o H1N1, o que reduziu o potencial de dano da doença. Mas isso não quer dizer que ela não desperte preocupação nem possa levar a quadros graves e óbitos.
Sintomas
Assim como "a gripe comum", causada por outros vírus do tipo A e B, a H1N1 causa febre, tosse, dor no corpo, dor de cabeça, dor de garganta, coriza, mal-estar e calafrios. Em crianças, também pode se manifestar com náuseas e vômitos. Esses sintomas podem durar entre três e sete dias.
Além das crianças, outros grupos mais vulneráveis à hospitalização pela doença são gestantes, idosos, imunocomprometidos e pessoas com doenças crônicas, como obesidade, problemas cardíacos, diabetes e asma.
No geral, as complicações que a H1N1 pode desencadear são pneumonia viral ou bacteriana, sinusite, otite ou piora de condições pré-existentes, como doenças cardíacas ou pulmonares.
A maioria das pessoas pode se recuperar da gripe em casa, sem necessidade de tratamento médico. Mas integrantes dos grupos de risco devem procurar atendimento precocemente, de preferência nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas.
Vacina é a forma mais eficaz de prevenção
A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir casos graves e complicações da gripe, segundo o Ministério da Saúde. Como o vírus influenza é altamente mutável, a vacina é atualizada anualmente para que possa proteger contra os subtipos em circulação. Por isso, é importante se imunizar todo ano.
O SUS disponibiliza a vacina gratuitamente para os grupos prioritários e, quando sobram doses, amplia a campanha para toda a população. O imunizante também está disponível em farmácias e clínicas particulares por valores a partir de R$ 80.
Além da vacina, outras medidas para prevenção dos diferentes tipos de gripe são:
- Evite aglomerações e ambientes fechados, mantendo esses locais sempre ventilados;
- Evite contato próximo com pessoas que estão com sintomas de gripe;
- Lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel depois de tocar em superfícies e objetos;
- Não toque mucosas de olhos, nariz e boca com as mãos sujas;
- Não compartilhe talheres, pratos, copos ou garrafas;
- Mantenha uma vida saudável, com alimentação balanceada e hidratação adequada.
Caso você apresente algum dos sintomas da doença, evite sair de casa e, caso seja necessário, utilize máscara; cubra o nariz e a boca ao espirrar ou tossir; utilize lenço descartável para higiene nasal.