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Dente no nariz de criança: caso raro no Paraná acende alerta para pais

Um caso registrado no Paraná chamou atenção para o dente ectópico. Odontopediatra explica sintomas, diagnóstico e a importância do acompanhamento precoce.

4 mai 2026 - 19h51
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Um caso registrado no Paraná surpreendeu especialistas: uma criança apresentou o crescimento de um dente dentro da cavidade nasal. A situação é rara, mas real, e acende um alerta importante para pais e responsáveis.

Foto: Arquivo pessoal/Juliana Yassue
Foto: Arquivo pessoal/Juliana Yassue
Foto: Saúde em Dia

O quadro está relacionado ao chamado dente ectópico, quando o dente se desenvolve fora da sua posição habitual. Apesar de incomum, a condição pode passar despercebida por meses ou até anos se os sinais não forem investigados com atenção.

Entender o que causa esse problema e como identificá-lo pode fazer toda a diferença na saúde da criança.

O que é o dente ectópico

O dente ectópico é aquele que se desenvolve fora da posição esperada na arcada dentária. Em casos mais raros, ele pode surgir em locais como a cavidade nasal, o seio maxilar ou outras estruturas da face.

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"Embora seja uma condição rara, o dente pode surgir em locais incomuns, como a cavidade nasal. Isso geralmente está associado a alterações no desenvolvimento embrionário, fatores genéticos ou desvios na formação das estruturas faciais", explica a odontopediatra Dra. Ilana Marques, da IGM Odontologia para a Família.

Outros fatores que podem contribuir para o quadro incluem traumas na região facial e infecções que alteram o desenvolvimento normal dos dentes.

Quais são os sintomas

Os sinais do dente ectópico na cavidade nasal nem sempre são óbvios. Por isso, o diagnóstico costuma demorar mais do que deveria.

"A criança pode apresentar obstrução nasal persistente, secreção unilateral, episódios de sangramento ou infecções recorrentes. Muitas vezes, esses sintomas são tratados de forma isolada, sem que se investigue a causa real", alerta a Dra. Ilana Marques.

Em alguns casos, o quadro também pode causar dor de cabeça e, dependendo do tamanho e da posição do dente, até deformidades externas no nariz. Sintomas persistentes e sem explicação clara merecem investigação especializada.

Como é feito o diagnóstico do dente ectópico

O diagnóstico do dente ectópico é realizado por exames de imagem. Radiografias e tomografias permitem identificar com precisão onde o dente está e qual o impacto nas estruturas ao redor.

O problema é que esses exames nem sempre fazem parte da investigação inicial quando a criança chega ao médico com sintomas nasais. Por isso, a Dra. Ilana Marques reforça a importância do olhar atento do profissional.

"Nem sempre o que parece simples é realmente simples. Um olhar atento e especializado faz toda a diferença no diagnóstico e na saúde da criança", afirma.

Qual é o tratamento

Na maioria dos casos, o tratamento indicado para o dente ectópico é a remoção cirúrgica. O procedimento é necessário para evitar complicações como infecções, desconforto respiratório e alterações no desenvolvimento da criança.

"A retirada é fundamental para prevenir complicações. Após o procedimento, o acompanhamento profissional é essencial para garantir uma recuperação adequada e monitorar o desenvolvimento da criança", destaca a especialista.

A boa notícia é que, quando diagnosticado e tratado no momento certo, o prognóstico costuma ser positivo. A recuperação tende a ser rápida e sem complicações.

Por que o acompanhamento odontológico desde a infância importa

O caso reforça algo que os odontopediatras sempre defendem: levar a criança ao dentista regularmente vai muito além de cuidar dos dentes visíveis.

"Hoje sabemos que o diagnóstico odontológico moderno precisa considerar o desenvolvimento como um todo, estrutura, função e crescimento. Consultas regulares permitem identificar alterações precocemente e conduzir o caso de forma mais segura e previsível", orienta a Dra. Ilana Marques.

"Casos como esse mostram que o diagnóstico em odontopediatria não deve ser baseado apenas no que é visível, mas em uma avaliação completa e integrada do desenvolvimento da criança", conclui a especialista.

Saúde em Dia
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