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Rins, fígado e pâncreas: 10 dicas para ajudar a detoxificar os órgãos

Entenda como alguns alimentos e hábitos podem ajudar a potencializar a limpeza do organismo

23 jun 2026 - 18h01
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A detoxificação é um processo natural do corpo humano. Por meio de órgãos como fígado, rins e intestinos, ocorre a eliminação de substâncias potencialmente tóxicas do organismo pelo suor, urina e fezes. Nesse sentido, alguns cuidados com a alimentação podem contribuir positivamente para esse processo, como a inclusão de fibras na dieta.

Promover a detoxificação de órgãos vitais fortalece a saúde interna e previne complicações metabólicas
Promover a detoxificação de órgãos vitais fortalece a saúde interna e previne complicações metabólicas
Foto: New Africa | Shutterstock / Portal EdiCase

O estudo "Impact of Dietary Fibers on Nutrient Management and Detoxification Organs: Gut, Liver, and Kidneys", publicado na revista Advances in Nutrition, aponta que o consumo de fibras alimentares pode influenciar o funcionamento do intestino e a atuação do fígado e dos rins, órgãos essenciais para o gerenciamento de nutrientes e para os processos de eliminação de substâncias pelo organismo.

A seguir, confira outras 10 práticas que ajudam no funcionamento dos rins, fígado e pâncreas e favorecem a detoxificação!

1. Consuma chás diuréticos e desintoxicantes

Os chás diuréticos e desintoxicantes ajudam a estimular o funcionamento dos rins, fígado e pâncreas, favorecendo a eliminação de toxinas acumuladas no organismo. O chá de dente-de-leão, por exemplo, é conhecido por sua ação hepatoprotetora, auxiliando na regeneração do fígado e na melhora da digestão.

O chá de cavalinha possui propriedades diuréticas, que ajudam a eliminar o excesso de líquidos e reduzir o inchaço. O chá verde, por sua vez, é rico em antioxidantes que combatem os radicais livres e protegem as células hepáticas e pancreáticas.

2. Beba bastante água

Beber bastante água ajuda a diluir toxinas, facilita a eliminação de resíduos pelos rins, apoia a função desintoxicante do fígado, promove a produção de enzimas digestivas pelo pâncreas e contribui para a saúde geral desses órgãos vitais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a ingestão de 2 litros diários para adultos. No entanto, essa quantidade pode variar conforme idade, peso, prática de atividade física e outras necessidades individuais.

3. Consuma alimentos livres de agrotóxicos

Priorizar o consumo de alimentos sem agrotóxicos ajuda a reduzir a ingestão de substâncias químicas potencialmente prejudiciais, que podem sobrecarregar rins, fígado e pâncreas. Com isso, esses órgãos conseguem desempenhar melhor suas funções metabólicas e de eliminação de resíduos produzidos pelo próprio organismo, contribuindo para o equilíbrio geral do sistema.

4. Cuide da higiene dos alimentos

Cuidar da higiene dos alimentos é essencial para a função de rins, fígado e pâncreas, pois ajuda a evitar a ingestão de contaminantes que podem prejudicar o organismo. Nesse sentido, o Ministério da Saúde (MS), por meio da publicação "Na Cozinha com as Frutas, Legumes e Verduras", recomenda:

  • Retirar as partes estragadas e machucadas das frutas, legumes e verduras, se necessário;
  • Lavar em água corrente;
  • Colocar em solução de hipoclorito de sódio por 15 minutos. Utilize água sanitária própria para uso em alimentos (veja no rótulo) na proporção de 1 colher de sopa do produto para 1 litro de água;
  • Enxaguar em água potável.
  • Secar os alimentos naturalmente ou com utensílios específicos antes de guardar.

5. Evite produtos enlatados e alimentos ultraprocessados

Produtos enlatados e alimentos ultraprocessados frequentemente contêm aditivos químicos, conservantes e excesso de sódio, que consequentemente fazem mal à saúde. Evitar esses alimentos auxilia na eficácia dos processos de detoxificação, mantendo a saúde desses órgãos vitais.

Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), publicado no American Journal of Preventive Medicine, aponta que a cada 10% de aumento na ingestão de ultraprocessados, o risco de morte prematura sobe 3%. 

Ao cozinhar, é importante priorizar os temperos naturais e evitar o excesso de sal nas receitas
Ao cozinhar, é importante priorizar os temperos naturais e evitar o excesso de sal nas receitas
Foto: Photoroyalty | Shutterstock / Portal EdiCase

6. Fuja de temperos prontos

Temperos prontos frequentemente contêm substâncias artificiais e sódio em excesso. Evitar esses aditivos ajuda a proteger rins, fígado e pâncreas, pois reduz o estresse metabólico, promovendo uma detoxificação eficaz e preservando o equilíbrio funcional desses órgãos vitais. Além disso, ao utilizar o sal, evite exagero, pois ele pode levar à retenção de líquidos e aumentar a pressão arterial, sobrecarregando os rins e o coração.

7. Prefira alimentos integrais

Alimentos integrais são ricos em nutrientes, fibras e antioxidantes, essenciais para a saúde. A aveia e a chia, por exemplo, contêm cerca de 16 g e 34,4 g de fibras a cada 100 g, respectivamente, segundo a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), da Universidade de São Paulo (USP) e da Food Research Center (FoRC). O consumo adequado desses alimentos pode ajudar a reduzir a sobrecarga metabólica, diminuir inflamações e controlar o açúcar no sangue, facilitando a limpeza natural do organismo.

8. Consuma produtos derivados da soja

Optar pelo consumo de produtos derivados da soja pode fornecer proteínas de alta qualidade, reduzindo a carga de proteína animal nos rins e fígado. Além disso, esses alimentos contêm nutrientes benéficos, como cálcio, magnésio, vitaminas do complexo B, isoflavonas e antioxidantes, que podem auxiliar na saúde pancreática e metabólica, facilitando a detoxificação e promovendo o bem-estar desses órgãos.

9. Evite excesso de álcool

Segundo o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), o consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode prejudicar praticamente todos os órgãos do corpo, mas o fígado está entre os mais afetados. Isso ocorre porque ele é responsável por metabolizar a maior parte do etanol ingerido.

Durante esse processo, são produzidas substâncias tóxicas, como o acetaldeído e os radicais livres, que favorecem o estresse oxidativo e podem levar ao desenvolvimento de doenças hepáticas, como esteatose hepática, hepatite alcoólica e, em casos mais avançados, cirrose.

10. Pratique atividade física

A prática de atividade física, combinada com uma alimentação saudável, é fundamental para desintoxicar o organismo. Juntas, essas medidas ajudam a melhorar a circulação sanguínea, facilitando o envio de nutrientes para todas as partes do corpo, o que aumenta a capacidade do organismo de eliminar toxinas. Além disso, favorece a disposição, já que reduz o acúmulo de substâncias nocivas e, consequentemente, diminui o esforço extra de órgãos como rins e fígado.

Consulte um especialista

Apesar dos benefícios proporcionados pelos alimentos, é importante ressaltar que eles devem ser consumidos como parte de uma dieta balanceada e, preferencialmente, com orientação de um profissional de saúde. Isso porque nenhuma medida isolada é capaz de promover a desintoxicação do organismo. O processo depende principalmente do bom funcionamento de órgãos como fígado, rins e intestinos, além da adoção contínua de hábitos saudáveis, incluindo a prática de atividade física, hidratação e sono de qualidade.

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