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Arritmia cardíaca: sintomas, causas e tratamentos essenciais

Saiba como identificar as alterações nos batimentos do coração, quais são as principais causas do problema e as formas de tratamento disponíveis

23 jun 2026 - 17h43
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Resumo
A arritmia cardíaca é uma condição que altera o ritmo dos batimentos do coração, podendo ser acelerado, lento ou irregular. Os sintomas variam de palpitações e tonturas a desmaios e dores no peito. Fatores como estresse e doenças cardíacas podem desencadeá-la. O tratamento inclui mudanças no estilo de vida, medicamentos e, em casos graves, cirurgias. ❤️

A arritmia cardíaca é uma condição caracterizada pela alteração na frequência ou no ritmo dos batimentos do coração.

Entenda os sintomas da arritmia cardíaca
Entenda os sintomas da arritmia cardíaca
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Em um estado de repouso normal, o coração de um adulto bate entre 60 e 100 vezes por minuto. Quando ocorre a arritmia, o órgão pode funcionar de forma acelerada, lenta ou totalmente irregular.

Essa disfunção exige atenção médica especializada. Caso não seja tratada, a condição pode evoluir para complicações graves.

Principais sintomas da arritmia cardíaca

Os sinais da arritmia podem variar dependendo do paciente e do tipo de alteração no órgão. Os sintomas mais frequentes incluem:

  • Palpitações ou sensação de coração acelerado.

  • Batimentos visivelmente irregulares ou muito lentos.

  • Sensação de "nó" ou aperto na garganta.

  • Tonturas, vertigens e episódios de desmaio.

  • Fraqueza generalizada e cansaço sem esforço aparente.

  • Dor ou desconforto na região do peito.

Em casos específicos, o paciente também pode apresentar falta de ar, mal-estar generalizado e quadros de confusão mental.

Conheça os tipos de arritmia

A medicina classifica as arritmias de acordo com o comportamento e o local de origem do estímulo elétrico defeituoso:

  • Taquiarritmia: Ocorre quando o coração ultrapassa os 100 batimentos por minuto em repouso.

  • Bradiarritmia: Caracteriza-se por batimentos abaixo de 60 por minuto. É comum em idosos devido ao envelhecimento do sistema elétrico cardíaco.

  • Arritmia ventricular: O estímulo elétrico incorreto surge nos ventrículos, as câmaras inferiores do órgão.

  • Fibrilação atrial: É o tipo mais comum de arritmia. A desorganização elétrica nos átrios pode elevar os batimentos a até 400 por minuto.

  • Taquicardia supraventricular paroxística: Manifesta-se em crises repentinas de aceleração que desaparecem de forma rápida.

  • Arritmia sinusal: Alteração natural ligada à respiração, muito comum em crianças e jovens. Em idosos, contudo, pode indicar patologias.

Quais são as causas do problema?

As causas da arritmia envolvem desde hábitos cotidianos até condições de saúde preexistentes.

Entre os fatores de risco externos estão o estresse crônico, ansiedade, tabagismo, além do consumo excessivo de cafeína, álcool e medicamentos descongestionantes.

Distúrbios como anemia, hipertensão, diabetes, apneia do sono e problemas na tireoide também desregulam o ritmo cardíaco.

 Por fim, doenças estruturais do próprio coração, como histórico de infarto, aterosclerose e malformações congênitas, são causas diretas importantes.

Diagnóstico e formas de tratamento

O diagnóstico é realizado pelo cardiologista por meio do exame clínico e da ausculta do coração.

Para confirmar o tipo exato de arritmia, utilizam-se exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, Holter de 24 horas e teste ergométrico.

O tratamento varia conforme a gravidade de cada caso:

  • Mudanças no estilo de vida: Indicadas para casos leves, priorizando alimentação balanceada e controle do estresse.

  • Medicamentos: Uso de antiarrítmicos (como amiodarona ou atenolol) para controlar o ritmo, ou anticoagulantes para evitar coágulos.

  • Marcapasso: Dispositivo essencial para corrigir os batimentos lentos (bradicardia).

  • Ablação e Cardiodesfibrilador (CDI): Procedimentos cirúrgicos para destruir as vias elétricas danificadas ou implantar dispositivos que previnem a parada cardíaca.

Buscar ajuda médica diante dos primeiros sintomas é crucial para evitar complicações graves, como o acidente vascular cerebral (AVC) e a morte súbita.

Saúde em Dia
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