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Exercício pode elevar em 5 anos expectativa de vida de idoso

Segundo estudo, os benefícios promovidos pela atividade física podem ser tão eficientes quanto parar de fumar

15 mai 2015 - 12h23
(atualizado às 16h01)
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Que fazer exercícios só traz benefícios para a vida, não é novidade para ninguém. Mas um estudo recente quantifica esse benefício de uma maneira que deve fazer com que muita gente coloque um tênis e saia para caminhar no parque. Pesquisadores da Universidade de Oslo concluíram que se exercitar pode aumentar em até cinco anos a expectativa de vida de um idoso. Mais do que isso, pode ser tão eficiente quanto parar de fumar.

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Foto: BBC Mundo / Copyright

Os estudiosos acompanharam 5.700 noruegueses, com idades entre 68 e 77 anos, durante 12 anos. E uma das conclusões do estudo foi a de que os idosos que praticavam ao menos três horas de atividades físicas por semana viveram cerca de cinco anos a mais do que os sedentários. Assim, a prática de meia hora seis dias por semana está ligada a uma redução de 40% no risco de morte em idosos.

Publicado no British Journal of Sports Medicine, o estudo mostrou que qualquer tipo de atividade – seja leve ou intenso – tem impacto na expectativa de vida. No entanto, o levantamento mostrou que fazer menos de uma hora de exercício leve por semana não tem nenhum impacto. A recomendação do governo britânico é a de que pessoas com mais de 65 anos façam pelo menos 140 minutos de exercícios moderados por semana.

Os cientistas sugeriram que as autoridades invistam em campanhas para combater o sedentarismo e encorajar atividades físicas entre idosos. "Estratégias públicas de saúde deveriam incentivar idosos a fazerem atividades físicas, da mesma maneira que há campanhas contra o tabagismo”, comentaram. “Exercitar-se é tão útil para reduzir mortes como parar de fumar.”

Sedentarismo

A pesquisa da Universidade de Oslo vem à tona no momento em que a ONG britânica British Heart Foundation está fazendo um alerta à respeito de como o número de pessoas ativas está muito aquém do esperado. “Fazer atividades físicas regulares, seja em que idade for, é benéfico para a saúde do coração e isso faz você viver mais tempo”, disse Julie Ward, da British Heart Foundation.

As últimas estatísticas mostram que quase metade das pessoas no Reino Unidos não faz nenhum tipo de exercício – um cenário muito pior que muitos outros países europeus. "Nossa mensagem é: qualquer 10 minutos de exercício conta. Então, simplifique e mude sua rotina para ter uma vida mais ativa".

Segundo o levantamento da ONG, 69% dos adultos não fazem exercícios em Portugal, 55% na Polônia, 46% na França, 44% no Reino Unido, 34% na Croácia, 26% na Alemanha, e 14% na Holanda.

Cenário brasileiro

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, 48,7% das pessoas com mais de 18 anos não são suficientemente ativas. A meta do ministério é reduzir esse percentual para 10% até 2025.

Segundo a OMS, 3,2 milhões de mortes são atribuídas todos os anos à atividade física insuficiente. O sedentarismo é o quarto maior fator de risco de mortalidade global e está ligado a doenças crônicas como câncer, hipertensão, diabetes e obesidade.

Mais especificamente, o sedentarismo é responsável por pelo menos 21% dos casos de tumores malignos na mama e no cólon, assim como 27% dos registros de diabetes e 30% das doenças cardíacas.

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