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Endometriose e bem-estar: sintomas comuns e o que fazer hoje

Doença vai além da fertilidade e exige cuidado contínuo para preservar qualidade de vida

13 jan 2026 - 17h18
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A endometriose voltou ao centro do debate público após Larissa Manoela revelar que decidiu adiar os planos de gravidez para priorizar o tratamento da doença. O relato trouxe visibilidade a uma condição que afeta milhões de mulheres e que impacta diretamente o bem-estar físico, emocional e reprodutivo.

Dor intensa não é normal. Entenda como a endometriose afeta o bem
Dor intensa não é normal. Entenda como a endometriose afeta o bem
Foto: estar e o que pode ser feito hoje para viver melhor - Shutterstock / Saúde em Dia

Segundo o ginecologista Thiers Soares, especialista em endometriose, miomas e adenomiose, a doença exige atenção constante e acompanhamento individualizado, já que seus efeitos vão muito além do sistema reprodutivo.

"A endometriose não afeta apenas a fertilidade. Ela provoca dor crônica, alterações intestinais e urinárias, impacto emocional e limitações importantes no dia a dia. Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença", explica o médico.

Endometriose: como a doença afeta o bem-estar

A endometriose ocorre quando tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, podendo atingir ovários, intestino, bexiga e outras regiões do corpo. Esse processo inflamatório contínuo está associado a dor persistente, fadiga, ansiedade e queda na qualidade de vida.

Muitas mulheres convivem por anos com sintomas sem diagnóstico, o que agrava o quadro físico e emocional.

Sintomas comuns que merecem atenção

Os sinais iniciais nem sempre são óbvios, mas não devem ser ignorados. Entre os principais estão:

  • Dor intensa durante a menstruação

  • Dor na relação sexual

  • Dor ao urinar ou dificuldade para esvaziar a bexiga

  • Alterações no funcionamento intestinal

  • Desconforto pélvico frequente

Ao perceber esses sintomas, a orientação é buscar avaliação ginecológica especializada. Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de controle e melhor resposta ao tratamento.

Cirurgia e tratamento: o que é possível fazer hoje

De acordo com o especialista, a cirurgia é a única forma de remover os focos de endometriose. No entanto, nem todas as pacientes precisam de intervenção imediata.

Tratamentos hormonais, ajustes alimentares, prática de atividade física e fisioterapia pélvica não eliminam a doença, mas ajudam a aliviar sintomas e melhorar o bem-estar.

"A indicação cirúrgica é sempre individualizada. Avaliamos idade, intensidade da dor, desejo reprodutivo, órgãos comprometidos e estágio da doença. Não existe uma regra única", afirma Dr. Thiers.

A doença pode voltar?

Sim. Mulheres com predisposição genética podem apresentar recorrência mesmo após a cirurgia. Estima-se que a endometriose retorne em cerca de 25% a 30% dos casos, especialmente nos ovários.

Além disso, cirurgias realizadas sem equipe especializada podem deixar focos da doença ativos, o que pode ser confundido com recidiva. A ausência de tratamento hormonal no pós-operatório também aumenta o risco de reaparecimento.

Endometriose e saúde emocional

Conviver com dor crônica, limitações físicas e incertezas sobre fertilidade impacta diretamente a saúde mental. Ansiedade, estresse e sensação de exaustão são frequentes em pacientes com endometriose.

Por isso, o cuidado deve ser integral, envolvendo não apenas o tratamento médico, mas também suporte emocional e informação de qualidade.

"O seguimento contínuo é essencial para reduzir dores, preservar o bem-estar e aumentar as chances de uma vida mais saudável — inclusive no planejamento de uma gravidez futura", conclui o especialista.

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